”Em um passeio numa praia do Havaí (EUA), a menina Abbie Graham, 9 anos, encontrou uma garrafa lançada ao mar há 37 anos por alunos de uma escola do Japão, como parte de um projeto de estudo das correntes marítimas.” (Tudo Bem, 17/09/2021) Nessa pequena notícia, o segmento “como parte de um projeto de estudo das correntes marítimas” tem a função de:
- A)explicar o porquê de a garrafa ter sido atirada ao mar;
Correta, porque o trecho explica o motivo pelo qual a garrafa foi lançada ao mar.
- B)dar seriedade a uma ação que pode ser vista como diversão;
Errada, porque o trecho não avalia a ação nem lhe dá tom de seriedade.
- C)mostrar o avanço do Japão em educação;
Errada, porque não há comparação ou elogio ao sistema educacional japonês.
- D)indicar o momento em que a ação foi praticada;
Errada, porque o segmento não indica tempo, e sim a razão da ação.
- E)demonstrar interesse pelo resultado do estudo.
Errada, porque o foco não é o interesse no resultado do estudo, mas a explicação da ação.
Gabarito: A
A frase destacada é um adjunto adverbial de causa com valor explicativo: ela traz a razão de a garrafa ter sido lançada ao mar. Em outras palavras, não está dizendo quando, onde ou com qual resultado, mas sim por qual motivo aquilo aconteceu. Esse tipo de informação costuma aparecer em notícias para completar a ideia principal com uma justificativa rápida e clara. Aqui, o trecho informa que a garrafa foi jogada ao mar como parte de um projeto de estudo, isto é, houve uma finalidade pedagógica por trás da ação. Na interpretação de texto, vale prestar atenção nos conectivos e nas expressões introduzidas por "como", "por causa de", "para", "devido a" e afins. Eles podem marcar causa, finalidade ou explicação, e a banca adora testar se você percebe essa função sem cair em leitura apressada. No caso, "como parte de um projeto de estudo das correntes marítimas" responde à pergunta "por que a garrafa foi atirada ao mar?". Por isso o gabarito é A. O segmento justifica a ação mencionada na notícia: a garrafa não foi lançada ao mar por acaso nem como brincadeira, mas porque integrava uma atividade escolar voltada ao estudo das correntes marítimas. É um exemplo bem típico de como a informação acessória, em jornalismo, pode esclarecer a motivação do fato narrado.