A forma de substituição do termo onde por um nome é adequada na seguinte opção:
- A)Este palácio é onde está instalado o Supremo Tribunal Federal / Este palácio é a base do Supremo Tribunal Federal;
Errada, porque "base" não substitui adequadamente "onde" nem mantém o sentido de instalação do Supremo Tribunal Federal.
- B)O Palácio da Alvorada, onde vive o chefe do Estado / O Palácio da Alvorada, local de trabalho do chefe do Estado;
Errada, porque "local de trabalho" não corresponde ao sentido de residência indicado por "onde vive".
- C)Puseram uma cruz onde ocorreu o acidente / Puseram uma cruz na situação do acidente;
Errada, porque "na situação do acidente" não equivale ao valor locativo/circunstancial de "onde ocorreu o acidente".
- D)Gostaria de saber de onde vieram estas caixas / Gostaria de saber a origem destas caixas;
Certa, porque "de onde" indica origem e pode ser substituído corretamente por "a origem destas caixas".
- E)Gostaria de saber para onde vão estas bicicletas / Gostaria de saber o futuro dessas bicicletas.
Errada, porque "o futuro dessas bicicletas" não preserva o sentido de direção/finalidade expresso por "para onde vão".
Gabarito: D
A palavra "onde" costuma funcionar como advérbio relativo de lugar, mas, em muitas questões de banca, o ponto principal é ver se a troca por um nome mantém o sentido exato da expressão. Ou seja: não basta a frase ficar "bonita"; ela precisa continuar dizendo a mesma coisa. Na alternativa D, "de onde vieram estas caixas" indica origem, procedência. Por isso, a substituição por "a origem destas caixas" preserva perfeitamente o sentido. Aqui a troca é natural e correta: "de onde" vira "origem". As outras alternativas escorregam porque trocam "onde" por nomes que não equivalem semanticamente ao valor da expressão original. Em algumas, o nome escolhido não corresponde ao lugar, à causa ou à direção indicada pelo contexto. Fica aquela sensação de frase torta, como peça de quebra-cabeça no lugar errado. Então, o gabarito é D porque foi a única opção em que a substituição de "onde" por um nome manteve com precisão o sentido de procedência. Em gramática, a banca FGV gosta muito desse jogo de equivalência semântica: não é só substituir, é substituir sem mudar a ideia.