Assinale a opção que apresenta a frase que produz humor em função da ambiguidade.
- A)O doutor fez um raio X da minha cabeça e não encontrou nada.
Certa: a frase permite duas leituras para "não encontrou nada", criando humor pela ambiguidade.
- B)O brasileiro detesta andar. Só anda a pé por prescrição médica.
Errada: há humor por ironia e exagero, mas não por ambiguidade de sentido.
- C)Gosto tanto da convalescença! É a parte que faz a doença valer a pena!
Errada: a frase é um jogo de valorização da convalescença, sem dupla interpretação relevante.
- D)Para manter a forma, sigo uma dica da minha avó: tomo café da manhã como rainha, almoço como princesa e janto como mendigo.
Errada: o efeito é de comparação bem-humorada e exagero, não de ambiguidade.
Gabarito: A
A questão explora a ambiguidade, isto é, quando uma mesma frase permite mais de uma leitura, e o humor nasce justamente dessa duplicidade de sentido. Em prova da FGV, vale ficar atento: ela gosta de brincar com palavras que parecem dizer uma coisa e, de repente, entregam outra. Isso não é erro de português, mas um recurso expressivo muito usado em tirinhas, charges e frases de efeito. Na alternativa A, o humor vem da expressão "não encontrou nada". O médico fez um raio X da cabeça e o leitor percebe duas leituras possíveis: uma literal, de exame sem alterações, e outra mais irônica, sugerindo falta de inteligência ou de conteúdo na cabeça da pessoa. Essa dupla interpretação é o coração da ambiguidade. As demais alternativas não dependem de ambiguidade. Elas usam exagero, comparação ou ironia, mas sem essa bifurcação de sentido. Por isso, a resposta correta é a letra A. Em resumo: se a frase faz você hesitar entre dois sentidos plausíveis, acendeu a luz da ambiguidade. E, quando isso ainda arranca um sorriso, a banca costuma considerar o efeito humorístico bem resolvido.