Eis o texto de um e-mail, enviado a uma ex-namorada: “As fotografias estão ótimas; acho que perdi bons momentos; vou ver se qualquer dia desses envio uma foto minha para você, você sabe que eu não gosto de tirar fotos”. A marca linguística que está presente nesse pequeno texto é:
- A)a formalidade da linguagem empregada;
Errada, porque o texto não é formal; ele é direto, íntimo e com linguagem bem coloquial.
- B)a extensão demasiada das frases;
Errada, pois as frases não estão excessivamente longas a ponto de caracterizar esse traço como marca principal.
- C)o uso de formas abreviadas em exagero;
Errada, porque não há uso exagerado de abreviações no trecho apresentado.
- D)a preocupação com a clareza da mensagem;
Errada, já que a mensagem é simples e espontânea, sem foco em organizar a clareza de modo técnico ou rebuscado.
- E)a presença de marcas da linguagem oral.
Certa, pois o texto apresenta traços de linguagem oral, com tom coloquial e espontâneo típico de conversa cotidiana.
Gabarito: E
A questão cobra a identificação de uma marca linguística muito comum em textos de comunicação cotidiana: a presença de traços da oralidade. Em vez de uma redação mais planejada e solene, o e-mail soa como uma conversa direta, espontânea e próxima, quase como se a fala tivesse sido passada para o papel sem muita “filtro editorial”. Veja como aparecem expressões típicas do dia a dia, como “qualquer dia desses” e a construção mais coloquial do enunciado. Isso dá ao texto naturalidade e informalidade, características próprias da linguagem oral ou de sua representação na escrita. Por isso, o gabarito é a letra E. A banca quer que você perceba que não se trata de formalidade, nem de excesso de abreviações, nem de preocupação com um texto bem polido; o ponto central é o tom conversacional, íntimo e espontâneo do e-mail. Em provas da FGV, fique atento a esse tipo de contraste: um texto curto, simples e com cara de conversa costuma trazer marcas de oralidade, mesmo estando escrito. É aquela escrita que parece dizer: “não vou falar como num discurso, vou falar como pessoa normal”.