“Dengue. Doença infecciosa transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas são febre alta, dores por todo o corpo, malestar geral, fadiga e/ou depressão. O nome vem do comportamento indolente da pessoa infectada – é como se tivesse ficado repentinamente dengosa, ou seja, com dengue.” Márcio Bueno. A origem curiosa das palavras. No segmento fadiga e/ou depressão, o autor nos informa que
- A)a depressão aparece sempre após a fadiga.
Errada, porque o texto não diz que a depressão aparece sempre depois da fadiga.
- B)ainda se desconhece a identidade do sintoma.
Errada, pois não há qualquer ideia de desconhecimento da identidade do sintoma no trecho.
- C)a fadiga e a depressão atacam simultaneamente.
Errada, porque o enunciado não afirma simultaneidade obrigatória entre fadiga e depressão.
- D)as conjunções e/ou possuem o mesmo significado.
Errada, já que “e/ou” não tem o mesmo significado de “e”; ele combina adição e alternativa.
- E)a fadiga e a depressão podem alternar-se ou unir-se.
Certa, porque “e/ou” indica que a fadiga e a depressão podem aparecer juntas ou separadamente.
Gabarito: E
A expressão “e/ou” é um atalho muito comum em textos informativos e jurídicos para indicar duas possibilidades: soma e alternativa ao mesmo tempo. Em vez de escolher apenas “e” ou apenas “ou”, o autor abre o leque: pode haver um, outro, os dois juntos, dependendo do caso. No cotidiano, isso evita uma redação mais longa e mantém a ideia em aberto. Na questão, o trecho “fadiga e/ou depressão” informa que os sintomas podem aparecer isoladamente, em conjunto, ou em alternância, sem obrigar que venham sempre na mesma ordem ou ao mesmo tempo. Ou seja, o texto não está dizendo que a pessoa necessariamente terá os dois sintomas juntos, mas que um pode vir com o outro ou em lugar do outro. Por isso, a alternativa correta é a E. Ela traduz exatamente o valor semântico de “e/ou”: possibilidade de união ou alternância entre os termos. Se a banca tenta confundir, ela costuma explorar o sentido de inclusão que essa expressão traz, algo bem típico em textos objetivos e técnicos. Em redação e interpretação, fique atento: “e/ou” não é “e” puro nem “ou” exclusivo. É uma fórmula híbrida, prática, e muito cobrada em provas porque muita gente lê rápido e troca possibilidade por obrigação.