“Cientistas na China que estudam a origem do surto do novo coronavírus afirmaram ter descoberto que dois tipos principais do vírus podem estar causando infecções. Os pesquisadores alertaram, no entanto, que suas pesquisas examinaram uma gama limitada de dados e que serão necessárias análises mais complexas para entender mais da evolução do vírus.” Esse pequeno texto é composto de dois períodos; o segundo desses períodos, em relação ao primeiro, tem a seguinte função:
- A)explicar algo pouco claro;
Errada, porque o segundo período não vem para esclarecer algo obscuro, e sim para limitar o alcance da afirmação anterior.
- B)contrariar uma afirmação feita;
Certa, porque o segundo período introduz uma ressalva que relativiza a informação inicial e contrapõe sua força conclusiva.
- C)ampliar uma informação dada;
Errada, porque ampliar seria acrescentar mais detalhes ao mesmo sentido, e aqui há um freio, não uma expansão.
- D)confirmar um dado fornecido;
Errada, porque o texto não confirma a afirmação anterior; ao contrário, mostra que ela ainda depende de estudo mais complexo.
- E)retificar um segmento anterior.
Errada, porque não há correção de erro ou ajuste de segmento anterior, mas sim uma observação restritiva e contrastiva.
Gabarito: B
Quando um texto tem dois períodos, a relação entre eles costuma ser de adição, contraste, explicação ou restrição. Aqui, o primeiro período apresenta uma informação: cientistas afirmaram ter descoberto que dois tipos principais do vírus podem estar causando infecções. O segundo período entra com uma ressalva, avisando que ainda há limites na pesquisa e que serão necessárias análises mais complexas. Perceba o movimento: não é hora de reforçar a ideia anterior, e sim de colocar um freio nela. O texto não joga fora a informação inicial, mas reduz seu alcance, mostrando que a conclusão ainda não é definitiva. Em prova, isso costuma aparecer como relação de contraste ou contraposição, muito comum em questões de coesão e sentido. Por isso, o gabarito é a letra B. O segundo período contraria, no sentido de relativizar, a força da afirmação anterior: ele mostra que a descoberta existe, mas ainda não pode ser tratada como certeza fechada. Em linguagem de interpretação, é aquele clássico "sim, mas calma lá".