“As riquezas cobrem o homem, e com as suas cores cobrem e escondem não apenas os defeitos do corpo, mas também os da alma.” O segmento sublinhado da frase pode ser reescrito de modo adequado na seguinte forma:
- A)não apenas os defeitos do corpo, contudo os da alma;
Errada, porque "contudo" indica oposição, mas a frase original expressa adição, não contraste.
- B)não os defeitos do corpo, mas os da alma;
Errada, porque elimina a referência aos defeitos da alma e altera o sentido de inclusão dos dois elementos.
- C)os defeitos do corpo e os da alma;
Certa, porque a coordenação com "e" preserva a ideia de soma presente em "não apenas... mas também...".
- D)somente os defeitos do corpo, mas não os da alma;
Errada, porque introduz exclusão com "somente" e "mas não", mudando completamente o sentido original.
- E)tão somente os defeitos do corpo e os da alma.
Errada, porque "tão somente" restringe a frase apenas aos defeitos do corpo, apagando a segunda parte da ideia.
Gabarito: C
A expressão sublinhada traz uma ideia de adição: "não apenas... mas também...". Em português, essa construção equivale a dizer que duas informações são somadas, não contrapostas. Ou seja, o texto afirma que as riquezas escondem os defeitos do corpo e também os da alma. Quando a banca pede reescrita adequada, você precisa preservar o sentido original. Aqui, o núcleo é a soma dos dois termos, sem exclusão e sem oposição. Por isso, trocar a estrutura por uma coordenação aditiva com "e" mantém exatamente a ideia do enunciado. Assim, a forma correta é "os defeitos do corpo e os da alma", porque reproduz fielmente o valor semântico de inclusão presente em "não apenas... mas também...". Em provas de interpretação, essa equivalência é clássica e muito cobrada pela FGV: não basta parecer bonito, precisa manter o sentido. Em resumo: a frase original não separa os defeitos em categorias opostas, nem limita a um só grupo. Ela junta os dois. E é justamente isso que a alternativa correta faz.