Todas as frases abaixo estão ligadas ao mundo do futebol e nelas se destaca uma expressão popular. Assinale a opção em que a mudança proposta de substituição de uma dessas expressões por linguagem formal está adequada.
- A)“O Mundial de Futebol é competição e competição é guilhotina. Quem perder, dança.” / está eliminado.
Certa: “Quem perder, dança” equivale a dizer que a pessoa será eliminada ou ficará fora da disputa.
- B)"Não me considero um jogador violento. O problema é que às vezes fico de cabeça quente e tenho reações inesperadas.” / preocupado.
Errada: “ficar de cabeça quente” indica irritação ou nervosismo, não simplesmente estar preocupado.
- C)“Para ser técnico num país de 150 milhões de técnicos, só mesmo tendo um saco de ouro.” / bom-humor.
Errada: “saco de ouro” remete a ter muito dinheiro ou recursos, e não a bom-humor.
- D)“O futebol brasileiro virou a casa da mãe Joana.” / espaço de corrupção.
Errada: “casa da mãe Joana” significa desordem, bagunça ou falta de controle, não especificamente espaço de corrupção.
- E)“Os jornalistas de esporte só têm 50 perguntas que fazem em quaisquer circunstâncias. O diabo é que, se você der oportunidade, eles fazem todas elas.” / interessante.
Errada: “o diabo é que” quer dizer “o problema é que” ou “a dificuldade é que”, não “interessante”.
Gabarito: A
A questão cobra a passagem de uma expressão popular, coloquial ou figurada para uma formulação mais formal, sem perder o sentido original. Em provas da FGV, o ponto central é perceber se a substituição mantém a equivalência semântica, e não apenas se a frase ficou “bonita” ou elegante. Aqui, a banca quer ver se voce identifica a expressão idiomática e sua tradução para linguagem mais objetiva. No item A, “Quem perder, dança” significa, em uso popular, que quem for derrotado será eliminado, sairá da disputa ou ficará fora do jogo. A proposta “está eliminado” preserva exatamente essa ideia em linguagem formal e direta. É uma equivalência semântica adequada: a imagem coloquial da dança foi trocada pelo sentido objetivo. As demais alternativas trocam o sentido da expressão por outra ideia, mas não por um equivalente formal. “Cabeça quente” não é simplesmente “preocupado”; “saco de ouro” não é “bom-humor”; “casa da mãe Joana” não é apenas “espaço de corrupção”; e “o diabo é que” não quer dizer “interessante”, e sim algo como “o problema é que”. Em resumo: a banca pede tradução de expressão popular para registro formal, mantendo o mesmo valor de sentido. Quando a substituição conserva a mensagem original sem inventar um novo significado, a resposta está correta. Aqui, isso acontece no item A.