Um comentário crítico sobre um filme dizia: “O filme é bom, MAS um pouco lento e monótono!”. A frase abaixo em que o termo MAS apresenta idêntico significado ao desse caso é:
- A)Tem muito dinheiro, mas é muito infeliz.
Certa: o "mas" tem valor adversativo, indicando contraste entre ter dinheiro e ser infeliz.
- B)Mas por que ela não veio?
Errada: aqui "Mas" inicia uma pergunta com tom de surpresa, não estabelece oposição entre ideias.
- C)Não só ele mas também ela compareceu.
Errada: o "mas" faz parte da correlação "não só... mas também", com valor aditivo, não adversativo.
- D)Mas você é muito maluco, cara!
Errada: "Mas" funciona como interjeição/exclamativo de chamamento ou surpresa, sem o sentido de contraste.
- E)Você acaba de saber disso, mas como?
Errada: o "mas" aparece em uma pergunta com surpresa ou cobrança de explicação, não como oposição entre orações.
Gabarito: A
A palavra "mas" costuma aparecer como conjunção coordenativa adversativa, isto é, ela marca oposição, contraste ou restrição entre duas ideias. Em português de prova, quando você lê "o filme é bom, mas um pouco lento e monótono", o "mas" funciona exatamente como "porém", "contudo" ou "todavia": a segunda parte enfraquece a avaliação positiva feita antes. Na prática, a banca gosta de misturar esse valor adversativo com outros usos de "mas", porque a palavra é versátil e adora uma vida dupla. Dependendo do contexto, ela pode abrir uma frase com valor exclamativo ou intensificador, aparecer em estruturas correlativas como "não só... mas também" ou surgir em perguntas com tom de surpresa, sem ideia de oposição entre orações. Por isso, a alternativa A é a correta: "Tem muito dinheiro, mas é muito infeliz." Aqui existe contraste claro entre ter dinheiro e ser infeliz, exatamente como no enunciado, em que "bom" contrasta com "lento e monótono". O sentido é o mesmo de adversidade. Em termos de gramática normativa, o "mas" adversativo é classificado pela tradição gramatical como conjunção coordenativa adversativa. É o uso mais cobrado em concursos, porque a banca quer saber se você reconhece o valor semântico pelo contexto, não só pela posição da palavrinha na frase.