A frase abaixo que, ao contrário das demais, só traz dados objetivos, sem a participação do enunciador, é:
- A)O desempenho do time ontem foi excepcional;
Errada, porque o adjetivo “excepcional” revela avaliação pessoal do enunciador sobre o desempenho do time.
- B)É pena que tenha chovido tanto no final de semana;
Errada, pois a expressão “É pena” expressa sentimento e julgamento subjetivo de quem fala.
- C)Segundo o que eu penso, esse médico é um enganador;
Errada, porque “Segundo o que eu penso” explicita a opinião do enunciador de forma direta.
- D)Você não passa de um charlatão vulgar;
Errada, já que “Você não passa de um charlatão vulgar” traz ataque, julgamento e forte marca subjetiva.
- E)João acertou na loteria e está feliz com isso.
Certa, porque só apresenta fatos e consequência emocional ligada ao personagem, sem opinião do enunciador.
Gabarito: E
A questão cobra a diferença entre frase objetiva e frase subjetiva. Quando há avaliação, opinião, emoção, julgamento ou marca clara de quem fala, o enunciador aparece no texto, mesmo que de forma discreta. Já quando a frase apenas informa um fato, sem comentário pessoal, ela fica no plano objetivo. Em provas da FGV, isso costuma vir em forma de “caça ao juízo de valor”. Você precisa separar fato de opinião: fato é algo verificável; opinião é aquilo que depende da visão de quem fala. Se a frase traz adjetivos avaliativos, expressões como “é pena”, “segundo o que eu penso” ou insultos, há participação do enunciador. A alternativa correta é a E porque apenas relata acontecimentos: João acertou na loteria e está feliz com isso. Há um fato objetivo (“acertou na loteria”) e uma consequência igualmente descritiva (“está feliz com isso”), sem julgamento, ironia ou marca explícita de opinião do falante. As demais alternativas revelam o enunciador de modo claro. Em redação e interpretação, essa diferença é essencial: texto objetivo informa; texto subjetivo opina. Em termos de análise discursiva, a subjetividade aparece nas marcas de enunciação, enquanto a objetividade tenta apagar o “eu” de quem fala.