“A riqueza não deve ser dissipada, mas é certo que impõe obrigações imprescindíveis, e seria da maior conveniência viver a gente abaixo dos seus meios.” ASSIS, Machado de. Helena. Ed. MEC (digital). Rio de Janeiro. 2020. Ao dizer que “seria da maior conveniência viver a gente abaixo dos seus meios”, Machado quer dizer que todos nós devemos
- A)gastar menos do que ganhamos.
Correta, porque resume exatamente a ideia de consumir menos do que a renda disponível, isto é, viver abaixo dos próprios meios.
- B)procurar meios de ganhar mais.
Errada, porque o trecho não fala em aumentar a renda, mas em controlar os gastos.
- C)evitar demonstrações públicas de riqueza.
Errada, porque a frase não trata de aparência social nem de exibição de riqueza.
- D)pesquisar sobre preços antes das compras.
Errada, porque pesquisar preços é uma atitude possível, mas não é o sentido da expressão usada no enunciado.
- E)economizar continuamente por toda a vida.
Errada, porque não se fala em poupar de forma absoluta e permanente, mas em gastar com moderação em relação aos próprios recursos.
Gabarito: A
A frase de Machado de Assis usa uma ideia bem simples, mas com elegância: viver abaixo dos próprios meios significa gastar menos do que se ganha. Em outras palavras, a pessoa deve manter um padrão de vida compatível com sua renda, sem viver no aperto nem no excesso. Isso combina com o tom do trecho, que fala de prudência, responsabilidade e equilíbrio no uso do dinheiro. Perceba que o verbo "impor obrigações" e a expressão "da maior conveniência" indicam uma recomendação prática, não um luxo moralista. Machado está dizendo que a riqueza traz deveres e que, por isso, é sensato não consumir tudo o que se recebe. É a velha receita da boa administração: sobra no fim do mês, e não susto na fatura. Por isso, o gabarito é a alternativa A. "Gastar menos do que ganhamos" traduz exatamente a ideia de viver abaixo dos próprios meios. As demais opções até tocam no universo do dinheiro, mas nenhuma repete com precisão esse sentido de contenção e equilíbrio financeiro. Em interpretação de texto, a FGV costuma cobrar o sentido global da expressão, não uma leitura literal palavra por palavra. Então, quando aparecer um trecho sobre comportamento, economia ou atitude, pense primeiro na ideia central que o autor quer transmitir.