A frase abaixo que respeita integralmente a norma culta é:
- A)Se nós nos mantermos quietos, o perigo passa;
Errada, porque o verbo "manter" no futuro do subjuntivo é "mantivermos", e não "mantermos".
- B)Quando eu te ver de novo, dar-te-ei o prêmio;
Errada, porque a forma correta do futuro do subjuntivo de "ver" é "vir", resultando em "Quando eu te vir de novo".
- C)Estar aqui, para mim, é um prazer;
Certa, porque a construção está de acordo com a norma culta, com sujeito oracional e uso correto de "para mim".
- D)Os policiais interviram na briga;
Errada, porque o pretérito perfeito de "intervir" é "intervieram", e não "interviram".
- E)Os assaltantes desapercebidos pelos policiais escaparam.
Errada, porque "desapercebidos" não é o adjetivo adequado no sentido de "sem serem notados"; o correto seria outra forma lexical.
Gabarito: C
A questão cobra sintaxe e, na prática, concordância verbal, regência, emprego dos pronomes e formas verbais irregulares. Em prova da FGV, vale redobrar a atenção: ela adora misturar uma frase quase correta com um deslize clássico de norma culta. Na alternativa C, tudo está no trilho: "Estar aqui" funciona como sujeito oracional, e o verbo "ser" concorda com a ideia central da frase, que é o infinitivo nominalizado seguido do predicativo "um prazer". A construção "para mim" também está certa, porque aqui o pronome exerce função oblíqua e não sujeito. Fica elegante, enxuta e gramaticalmente impecável. As demais alternativas escorregam em pontos bem típicos: conjugação verbal, uso de pronomes ou escolha lexical inadequada. Em português padrão, esses detalhes não são enfeite - são exatamente o que a banca usa para separar quem reconhece a norma culta de quem vai no olho. Resumo prático: quando a frase parecer bonita, confira o verbo, o pronome e a regência. Na FGV, o capricho costuma estar na alternativa correta, e o erro, escondido em um detalhe pequeno.