Assinale a opção que apresenta a frase em que a oração reduzida foi substituída adequadamente por uma oração desenvolvida.
- A)Há apenas um dever: o de sermos felizes / de que fôssemos felizes.
Errada, porque “de que fôssemos felizes” não reproduz adequadamente o valor da reduzida “de sermos felizes”, além de alterar a construção sintática e o sentido.
- B)Felicidade é como um beijo: você deve compartilhar para aproveitá-lo / para que o aproveitasse.
Errada, porque “para que o aproveitasse” não preserva a correspondência correta entre sujeito, tempo e valor da reduzida “para aproveitá-lo”.
- C)Felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir / sem que a possuamos.
Certa, pois “sem que a possuamos” é a forma desenvolvida correta de “sem possuir”, com conjunção e verbo flexionado adequadamente.
- D)As pessoas mais felizes são aquelas que não têm nenhuma razão específica para serem felizes, exceto pelo fato de que elas são / para terem felicidade.
Errada, porque “para terem felicidade” não equivale à reduzida “para serem felizes” e ainda muda a construção sem respeitar a relação semântica original.
- E)Você não será feliz com mais até ser feliz com o que você já tem / até que sejam felizes com o que você já tem.
Errada, porque “até que sejam felizes com o que você já tem” altera o sujeito verbal e não corresponde à reduzida “até ser feliz com o que você já tem”.
Gabarito: C
A questão cobra a passagem de oração reduzida para oração desenvolvida. Em português, a oração reduzida costuma aparecer com verbo no infinitivo, particípio ou gerúndio, sem conjunção explícita. Quando ela é desenvolvida, entra uma conjunção e o verbo passa para uma forma pessoal, normalmente com o modo e o tempo adequados ao sentido da frase. Aqui, o ponto principal é reconhecer a ideia de negação e condição implícita em “sem possuir”. Ao desenvolver essa estrutura, a forma esperada é “sem que a possuamos”, com conjunção integrante e verbo no subjuntivo, porque a oração introduz uma circunstância subordinada dependente de “sem”. Por isso o gabarito é a letra C. A frase mantém o sentido original e faz a substituição de modo gramaticalmente correta: “Felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir” vira “Felicidade é a única coisa que podemos dar sem que a possuamos”. Nas demais alternativas, há problema de sentido, de concordância verbal ou de transformação mal feita. Em prova, a banca gosta exatamente dessa troca com cara de simples, mas que exige olho clínico para a regência e para o modo verbal.