Todas as frases a seguir estruturam-se a partir de uma comparação, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)“O sono é um rastejar do homem dentro de si mesmo.”
Está certa, porque "um rastejar do homem dentro de si mesmo" usa metáfora comparativa para associar o sono a uma forma de retorno para dentro de si.
- B)“Sem dúvida o sonho é para o espírito o que o sono é para o corpo.”
Está certa, porque a construção "o sonho é para o espírito o que o sono é para o corpo" é uma comparação proporcional clássica.
- C)“Quem conhece os outros é sábio; quem conhece a si mesmo é iluminado.”
Está errada, porque não há comparação explícita nem proporcional; a frase organiza duas ideias em paralelo, sem relação comparativa formal.
- D)“É tão difícil observar a si mesmo quanto olhar para trás sem se voltar.”
Está certa, porque "tão difícil... quanto..." é um marcador direto de comparação de intensidade.
- E)“Para o socialismo, assim como para a religião cristã, a pior propaganda são os seus sequazes.”
Está certa, porque "assim como" introduz comparação explícita entre duas realidades.
Gabarito: C
A questão explora o uso de estruturas comparativas, muito comuns em frases que aproximam uma ideia de outra para criar sentido por analogia, semelhança ou proporção. Em provas da FGV, vale ficar atento porque a comparação pode aparecer de forma explícita, com conectivos como "como", "assim como", "quanto", ou de forma mais elegante, escondida na estrutura da frase. Nas alternativas, A, B, D e E trazem comparação de modo bem visível: "como", "o que... é para...", "quanto" e "assim como" são marcas clássicas de relação comparativa. A banca gosta de testar se voce percebe a função semântica da construção, não apenas a presença de uma palavrinha mágica. A letra C foge do padrão porque não estabelece comparação entre termos ou ideias. Ela apresenta duas orações coordenadas com valor sentencioso, em forma de paralelismo e contraste implícito entre "quem conhece os outros" e "quem conhece a si mesmo", mas sem relação comparativa propriamente dita. Não há equivalência do tipo "X é como Y" ou "X está para Y assim como...". Então, o ponto é: a frase pode até soar elegante e simétrica, mas simetria não é comparação. A FGV adora esse charme linguístico para fazer voce escorregar no detalhe.