As frases a seguir apresentam redundâncias desnecessárias. Assinale a opção que indica a frase que é redigida de forma adequada, evitando-se esse problema.
- A)João encarou de frente a namorada.
Errada, porque "encarou" já indica enfrentamento direto, então "de frente" repete a mesma ideia.
- B)O fato real é que isso acontece sempre.
Errada, porque "fato" já remete a algo real, tornando "real" uma redundância desnecessária.
- C)Possivelmente poderá ocorrer um terremoto.
Errada, porque "possivelmente" e "poderá" expressam possibilidade, criando repetição de sentido.
- D)Grande multidão de pessoas invadiu o prédio.
Errada, porque "multidão" já significa grande número de pessoas, então "de pessoas" sobra na construção.
- E)Nem todos os dias praticamos boas ações.
Certa, porque a frase é clara e não apresenta repetição inútil de sentido.
Gabarito: E
A questão trata de redundância, também chamada de pleonasmo vicioso: quando a frase repete uma ideia que já estava clara, sem acrescentar sentido. Em prova, a banca costuma colocar expressões como "fato real", "possivelmente poderá" ou "multidão de pessoas", que soam fortes, mas carregam repetição desnecessária. O segredo é perguntar: a palavra extra muda alguma coisa? Se não muda, ela está sobrando. Isso não é o mesmo que pleonasmo estilístico, aquele usado de propósito para dar ênfase, como em "vi com meus próprios olhos". Aqui, a ideia é evitar excesso e deixar a frase limpa. Na alternativa correta, a frase está adequada porque não há repetição inútil de sentido: "Nem todos os dias praticamos boas ações." está normal, direta e sem empilhar palavras dizendo a mesma coisa. Ela transmite exatamente a informação pretendida, sem gordura verbal. Esse tipo de cobrança é bem típico da FGV: ela gosta de testar seu olhar para a economia linguística e para o uso preciso das palavras. Então, quando encontrar uma opção que parece mais "bonita" mas repete a mesma ideia duas vezes, desconfie imediatamente.