A frase abaixo em que o emprego da conjunção E se mostra adequado é:
- A)Professores e alunos aprendem na escola;
Correta: "professores" e "alunos" são termos equivalentes ligados por adição, com verbo comum e sentido natural.
- B)Roberto namora Maria e a nova camisa na vitrine;
Errada: "namora Maria" não se coordena logicamente com "a nova camisa na vitrine", que é um objeto sem relação semântica com a ação.
- C)Os meninos jogam bola e na loteria esportiva;
Errada: o verbo "jogam" não combina com o complemento "na loteria esportiva", que quebra o paralelismo e o sentido da frase.
- D)O casal viu o filme e os ingressos atirados ao chão;
Errada: "viu o filme" não se liga adequadamente a "os ingressos atirados ao chão", porque a segunda expressão não funciona como termo coordenado coerente.
- E)João chegou com Maria e com um terno novo.
Errada: "com Maria" e "com um terno novo" são complementos diferentes, mas a frase fica truncada e sem paralelismo natural na construção.
Gabarito: A
A conjunção "e" costuma ligar termos ou orações com ideia de adição, soma, sequência ou simultaneidade. Em prova, a banca gosta de testar se os elementos ligados por "e" realmente pertencem ao mesmo plano sintático e semântico, isto é, se fazem sentido como partes equivalentes da frase. Quando isso não acontece, o "e" vira uma espécie de remendo mal feito e a oração fica esquisita. Na alternativa A, "Professores e alunos aprendem na escola", a conjunção liga dois sujeitos de forma natural e correta: professores e alunos são seres que participam da mesma ação, "aprendem na escola". Há coordenação entre termos equivalentes, sem quebra de sentido. É um emprego limpo de "e" com valor aditivo. Já nas outras alternativas, o problema é que o "e" tenta unir elementos de naturezas diferentes: pessoa com objeto, verbo com complemento estranho, ou termos que não combinam semanticamente. Em vez de somar ideias compatíveis, a conjunção cola peças que não encaixam. Por isso, a frase da letra A é a única adequada. Em gramática normativa, a coordenação exige paralelismo sintático e semântico. Esse é o ponto central que a FGV explora aqui: não basta haver a conjunção "e"; é preciso que o que ela une faça sentido juntos.