“Não há nada que demonstre tão bem a grandeza e a potência do intelecto humano, nem a superioridade e a nobreza do homem, como o fato de ele poder conhecer, compreender por completo e sentir fortemente a sua pequenez”. Segundo esse pensamento, o valor máximo da inteligência humana está em:
- A)Demonstrar a grandeza e a potência do homem;
Errada, porque o texto não valoriza a exibição da grandeza humana, e sim a consciência da própria pequenez.
- B)Mostrar a superioridade do homem sobre os demais animais;
Errada, porque a frase não compara o homem aos animais nem trata de superioridade biológica.
- C)Reconhecer as limitações do ser humano;
Certa, porque o enunciado afirma que a grandeza do intelecto aparece quando o homem reconhece e sente sua própria pequenez.
- D)Poder conhecer e compreender tudo por completo;
Errada, porque o texto não celebra conhecer tudo por completo, mas justamente perceber que isso não é possível ao ser humano.
- E)Equilibrar as nossas potências racionais e afetivas.
Errada, porque não há discussão sobre equilíbrio entre razão e afeto; o foco é a humildade intelectual diante dos limites humanos.
Gabarito: C
A frase trabalha com uma ideia bem elegante: a maior prova da inteligência não é o homem se achar enorme, mas perceber, com lucidez, que é limitado. Em outras palavras, a verdadeira grandeza do intelecto está na capacidade de autoconhecimento e de humildade diante da própria condição humana. Perceba a lógica do enunciado: ele diz que nada demonstra tão bem a grandeza do intelecto quanto o fato de a pessoa conseguir conhecer e sentir fortemente a sua pequenez. Isso inverte a expectativa comum. Não é a arrogância intelectual que vale mais, e sim a consciência dos próprios limites. Por isso, a alternativa correta é a que aponta para o reconhecimento das limitações do ser humano. A frase elogia a inteligência justamente porque ela permite compreender a própria pequenez sem perder a dignidade. É uma leitura típica de interpretação textual: você deve captar o sentido global, e não se prender só a palavras soltas como "grandeza" e "potência". Em provas da FGV, esse tipo de questão costuma explorar contraste e ironia conceitual. O candidato apressado cai na armadilha de achar que o texto está exaltando superioridade, mas o núcleo da mensagem é outro: a verdadeira superioridade está em saber que não se é onipotente.