“Certos gêneros de filmes (os filmes de terror ou de ficção científica, por exemplo) criam um grande estresse no espectador.” Na frase acima, a preocupação com a objetividade e a clareza da mensagem faz com que o enunciador apele para a seguinte estratégia:
- A)enumerar diversos aspectos ou componentes da realidade;
Errada, porque a frase não enumera vários componentes da realidade, apenas traz exemplos para esclarecer uma ideia geral.
- B)utilizar quantificações precisas;
Errada, porque não há números nem quantificações exatas no trecho.
- C)empregar vocábulos adequados;
Errada, porque a questão não trata da escolha de palavras adequadas, e sim da função do trecho na organização da mensagem.
- D)exemplificar para ilustrar ou esclarecer uma noção;
Certa, porque o enunciador usa exemplos concretos para ilustrar e esclarecer a noção de "certos gêneros de filmes".
- E)explicar um conceito essencial para a frase.
Errada, porque o trecho não está explicando um conceito essencial, mas apenas ilustrando a ideia com casos específicos.
Gabarito: D
A questão trata de uma estratégia muito comum na produção de texto: explicar uma ideia abstrata ou geral por meio de um caso concreto. Quando o enunciador diz "certos gêneros de filmes (os filmes de terror ou de ficção científica, por exemplo)", ele não está falando de forma solta: ele está dando exemplos para tornar a informação mais clara e objetiva. Isso ajuda o leitor a entender imediatamente quais gêneros estão sendo incluídos no grupo citado. Em prova de interpretação, a banca costuma cobrar justamente essa diferença entre definição, enumeração e exemplificação. Aqui, o trecho "os filmes de terror ou de ficção científica, por exemplo" funciona como ilustração do enunciado anterior, e não como lista exaustiva. Ou seja, o autor abre uma categoria geral e aponta alguns representantes para facilitar a compreensão. Por isso, o gabarito é a letra D. A estratégia usada é exemplificar para ilustrar ou esclarecer uma noção. Em linguagem bem direta: em vez de deixar a ideia no ar, o texto dá um exemplo e diz, sem rodeios, "é isso aqui que eu quero dizer". Esse tipo de recurso é clássico em textos de clareza informativa, e a FGV gosta de cobrar a identificação da função discursiva dos segmentos do texto. O leitor atento percebe que a frase não quer quantificar, nem definir conceito, nem apenas escolher vocábulos bonitos: quer tornar a mensagem mais transparente com um exemplo concreto.