‘Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.” Sócrates, filósofo grego. Em termos argumentativos, diríamos que a frase de Sócrates exemplifica um(a)
- A)simplificação exagerada.
Correta, porque a frase reduz uma realidade complexa a uma oposição absoluta entre bem e mal, sem admitir nuances.
- B)círculo vicioso.
Errada, pois não há um argumento que volte ao próprio ponto de partida em círculo.
- C)raciocínio ambíguo.
Errada, porque a frase é bastante direta e não apresenta duplo sentido relevante.
- D)afirmativa autoritária.
Errada, já que não se trata de imposição de autoridade, mas de uma afirmação conceitual.
- E)falso silogismo.
Errada, pois não há estrutura de silogismo nem erro de conclusão a partir de premissas.
Gabarito: A
A frase de Sócrates trabalha com uma oposição absoluta: de um lado, o saber como único bem; de outro, a ignorância como único mal. Isso é típico de uma simplificação exagerada, porque reduz uma realidade complexa a duas categorias totalmente fechadas, sem admitir nuances, gradações ou exceções. Em prova, a banca costuma chamar atenção para esse tipo de construção quando o texto usa termos como "apenas", "somente", "sempre" e "nunca" para criar uma visão muito rígida do assunto. Parece elegante, filosófico e até convincente, mas argumentativamente estreita demais a realidade. Por isso, o gabarito é a letra A. A frase não apresenta um raciocínio circular, nem uma contradição interna, nem um silogismo mal montado. O problema argumentativo está na redução excessiva do tema a uma fórmula absoluta, o que empobrece a análise e elimina a complexidade natural do pensamento humano. Em linguagem de prova, é aquele tipo de sentença que "fecha a questão" antes de discutir a questão. Soa categórica, mas justamente por ser categórica demais, cai na simplificação exagerada.