Confúcio disse: “Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, imitando-se, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo”. Propomos, a seguir, algumas substituições para termos dessa frase; aquela que torna o texto mais adequado é:
- A)sabedoria / a sabedoria;
Errada, porque trocar “sabedoria” por “a sabedoria” altera a construção sem necessidade e não melhora a adequação da frase.
- B)o mais nobre / o nobríssimo;
Errada, porque “o nobríssimo” não corresponde ao grau comparativo “o mais nobre” no mesmo padrão de sentido e de uso.
- C)imitando-se / por imitação;
Certa, porque “por imitação” preserva o valor da expressão original e deixa a frase mais natural e paralela à enumeração.
- D)o mais fácil / o facílimo;
Errada, porque “o facílimo” é superlativo absoluto e não substitui corretamente o comparativo de superioridade “o mais fácil”.
- E)por experiência / através da experiência.
Errada, porque “através da experiência” é mais pesada e menos adequada ao paralelo estilístico da frase, além de não reproduzir a mesma economia da construção original.
Gabarito: C
A questão explora substituição vocabular e adequação morfológica, isto é, se a troca mantém a classe de palavra e o sentido da frase. Em prova da FGV, isso costuma vir com cara de sinônimo, mas a armadilha está em trocar uma forma por outra que muda a construção ou fica menos natural no contexto. Na frase de Confúcio, “imitando-se” é uma forma verbal pronominal, ligada à ideia de processo ou ação em curso, com valor de gerúndio no contexto: algo como “ao imitar” ou “pela prática de imitar”. Por isso, a substituição precisa preservar essa mesma estrutura de sentido e de fluidez textual. A opção C funciona porque “por imitação” mantém exatamente a ideia de meio ou processo, sem forçar o período. Além disso, o sintagma nominal com preposição fica natural na enumeração: “por reflexão”, “por imitação” e “por experiência”. O texto ganha paralelismo, que é um charme que a banca adora cobrar sem avisar. As outras alternativas escorregam: algumas mexem na forma, outras pioram a redação ou criam redundância. Em suma, a resposta correta é a que preserva a adequação gramatical e o valor semântico da expressão original, sem inventar moda.