Assinale a frase em que todos os termos estão empregados em sentido lógico, sem exemplos de linguagem figurada.
- A)“A ignorância não é inocência, mas pecado.”
Errada, porque opõe "ignorância", "inocência" e "pecado" em sentido moral e figurado, não literal.
- B)“A cultura é o melhor conforto para a velhice.”
Errada, pois transforma "cultura" em "conforto" para a velhice, criando uma imagem metafórica.
- C)“Nem mesmo os deuses lutam contra o destino.”
Errada, já que "deuses" e "destino" aparecem em linguagem simbólica, e não em sentido estritamente lógico.
- D)“É melhor saber coisas inúteis do que não saber nada.”
Certa, porque a frase é direta e racional, sem metáforas ou outros exemplos de linguagem figurada.
- E)“As raízes da cultura são amargas, mas os frutos são doces.”
Errada, pois "raízes" e "frutos" da cultura são metáforas claras para origem e परिणामados.
Gabarito: D
A questão cobra a diferença entre sentido literal e linguagem figurada. Em provas da FGV, é comum aparecerem frases de tom sentencioso, quase de provérbio, mas a banca quer que você observe se há metáfora, personificação, oposição simbólica ou imagem poética. Se houver imagem, a frase já saiu do plano puramente lógico. Na alternativa correta, a frase apresenta uma comparação de valor sem recorrer a figura de linguagem. Ela diz, de forma direta, que é mais vantajoso saber até coisas pouco úteis do que permanecer na ignorância total. Não há metáfora, nem imagem, nem atribuição de qualidades humanas a algo abstrato. O enunciado continua no campo racional, com estrutura de opinião/proposição lógica. Já as demais alternativas trazem termos com carga figurada: "pecado" e "inocência" em oposição moral, "cultura" como "conforto" para a velhice, "deuses" lutando contra o destino, e "raízes" e "frutos" da cultura. Todas essas imagens deslocam o sentido para o simbólico. Em resumo: quando a frase parece bonita demais, desconfie que a banca está testando sua leitura do figurado. Então, o gabarito é a letra D porque é a única que conserva sentido lógico direto, sem apelo a metáforas ou imagens poéticas. É a típica questão em que o texto quer parecer profundo, mas a resposta está na simplicidade.