“Muita sabedoria unida a uma santidade moderada é preferível a muita santidade com pouca sabedoria.” Santo Inácio de Loyola. Essa frase pode ser reescrita, mantendo-se o sentido original e sua correção gramatical tradicional, da seguinte forma:
- A)É preferível a muita santidade com pouca sabedoria do que muita sabedoria unida a uma santidade moderada.
Errada, porque inverte a lógica da comparação e ainda usa a construção inadequada, deixando a frase sem a relação correta de preferência.
- B)Deve-se preferir muita sabedoria unida a uma santidade moderada do que muita santidade com pouca sabedoria.
Errada, porque mistura "deve-se preferir" com "do que", mas a regência tradicional de "preferir" exige comparação com "a", não com "do que".
- C)Muita santidade com pouca sabedoria é preferível a muita sabedoria unida a uma santidade moderada.
Errada, porque troca o conteúdo valorado pelo seu oposto, alterando o sentido original da frase.
- D)É preferível muita sabedoria unida a uma santidade moderada a muita santidade com pouca sabedoria.
Certa, porque mantém o sentido original e usa corretamente a estrutura comparativa "é preferível... a...".
- E)Uma santidade moderada unida a muita sabedoria é preferível do que pouca sabedoria unida a muita santidade.
Errada, porque além de alterar a ordem e o foco da frase, usa "do que" com "preferível", o que não preserva a forma tradicional da comparação.
Gabarito: D
A questão trabalha com reescrita mantendo sentido e correção gramatical. Aqui, a ideia central é preservar a comparação de preferência: a frase original diz que uma coisa é melhor do que a outra. Em português, isso pode aparecer com a estrutura "é preferível X a Y" ou, de modo equivalente, com inversão da ordem sem trocar o sentido, desde que a comparação continue lógica e gramaticalmente correta. Na frase de Santo Inácio, o conteúdo valorizado é "muita sabedoria unida a uma santidade moderada". Ou seja, essa combinação é preferível em relação a "muita santidade com pouca sabedoria". A alternativa correta precisa manter exatamente essa relação de superioridade entre os dois termos comparados. A letra D faz isso direitinho: "É preferível muita sabedoria unida a uma santidade moderada a muita santidade com pouca sabedoria." A construção "é preferível... a..." é a forma clássica e correta de comparação, sem exigir o "do que". Além disso, a ordem dos elementos está preservada de modo coerente: primeiro vem aquilo que é preferível, depois aquilo em relação ao qual se faz a comparação. Em provas da FGV, vale ficar atento a duas coisas: regência da comparação e fidelidade ao sentido. Trocar "a" por "do que", inverter a ideia principal ou embaralhar os termos pode até parecer elegante, mas derruba a correção. Aqui, a frase da letra D mantém a estrutura tradicional e o sentido original sem tropeço.