Em Contos Fluminenses, Machado de Assis escreveu: “Não há erro venial, em matéria de costumes e de amor”. Com essa frase, nosso famoso escritor afirma que:
- A)erros provocados por amor podem ser perdoados;
Errada, porque o texto não diz que erros por amor são perdoados; ao contrário, afirma que não há erro leve nesse campo.
- B)todos os erros, mesmo os mais graves, merecem perdão;
Errada, porque a frase não fala em perdão universal, mas em gravidade do erro em temas de costumes e amor.
- C)em matéria de costumes, todos somos pecadores;
Errada, porque a expressão não afirma que todos somos pecadores em matéria de costumes; ela trata da seriedade do erro, não de uma culpa geral.
- D)no terreno do amor, todos os erros são graves;
Certa, porque a ideia de "não há erro venial" indica que, no terreno do amor, os erros são graves e não podem ser minimizados.
- E)em matéria de costumes e de amor, todos erramos.
Errada, porque o texto não diz que todos erramos; ele apenas afirma que, nesses temas, o erro não é pequeno ou perdoável.
Gabarito: D
A frase de Machado trabalha com a ideia de que, em certos campos da vida, não existe "erro pequeno". Quando o autor diz que "não há erro venial, em matéria de costumes e de amor", ele está afirmando que, nessas duas áreas, o erro não pode ser tratado como algo leve, bobinho ou facilmente desculpável. Em outras palavras: no amor e nos costumes, a falha pesa mais do que parece. O ponto principal aqui é a palavra "venial", que significa perdoável, menos grave, quase um deslize. Machado nega justamente essa possibilidade. Então, a interpretação correta é a de que, no terreno do amor, os erros são graves e não devem ser minimizados. A banca FGV gosta muito de cobrar leitura fina de vocabulário e do tom da frase. Se o texto diz que não há erro venial, você deve entender que não existe erro "leve" nesse contexto. Nada de transformar a ideia em perdão fácil ou em generalizações soltas sobre a humanidade inteira. Por isso, o gabarito é a alternativa D: no campo do amor, os erros são considerados graves. A frase não diz que todo mundo erra, nem que todo erro merece perdão; ela destaca a gravidade do erro quando o assunto é amor e costumes.