Há certas definições que parecem desnecessárias. História é um termo com o qual convivemos diariamente desde a infância. A maior parte das pessoas ..I.. quem se fizer a pergunta “O que é história?” se considerará em condições de respondê-la. Mas, ao tentar uma resposta, a pessoa se enrolará, não chegando ..II.. nenhuma definição precisa, ou dirá, com certo desinteresse, refletindo um consenso mais ou menos geral: “A história é o que já aconteceu ..III.. muito tempo”. (Adaptado de: BORGES, Vavy Pacheco. O que é história? São Paulo: Brasiliense, 2013, p. 7) As lacunas I, II e III devem ser preenchidas, respectivamente, por:
- A)à − à − à.
Errada, porque a terceira lacuna pede o verbo haver indicando tempo decorrido, não a preposição com crase.
- B)à − a − à.
Errada, porque a segunda lacuna não forma crase com "nenhuma definição"; além disso, a terceira também está incorreta.
- C)a − à − há.
Errada, porque a primeira lacuna não admite crase antes de "quem", embora a terceira esteja certa.
- D)a − a − há.
Certa, pois completa corretamente com preposição simples em I e II e com "há" de tempo decorrido em III.
- E)a − a − a.
Errada, porque a terceira lacuna não pode ser preenchida por "a", já que a ideia é de tempo passado.
Gabarito: D
Aqui o segredo é separar três casos diferentes: preposição simples, crase e verbo "haver" com sentido de tempo passado. Em português, a crase só aparece quando há fusão da preposição "a" com artigo feminino "a/as" ou com alguns pronomes que admitem essa combinação. Já o verbo "haver", no sentido de "existir" ou "tempo transcorrido", é outra história: ele entra sozinho e costuma valer por "faz" em ideia de tempo, como em "há muito tempo". Na lacuna I, o verbo e o sentido pedem a estrutura "pergunta a alguém". Como "quem" não admite artigo, não há crase: fica apenas "a quem". Na lacuna II, o verbo "chegar" exige a preposição "a": "chegar a algo". Como "nenhuma" não vem acompanhada de artigo feminino, também não há crase, ficando "a nenhuma definição". Na lacuna III, a expressão correta é "há muito tempo", com "há" do verbo haver indicando tempo decorrido. Aqui não entra "a" de preposição, nem crase, nem artigo. É aquele caso clássico de prova: se der para trocar mentalmente por "faz muito tempo", você sabe que é verbo haver. Por isso, o gabarito D está certo: "a - a - há". Ou seja, duas preposições simples e, no final, o verbo haver marcando tempo passado. A banca FCC adora esse trio: regência verbal, uso de crase e valor temporal de "há" na mesma frase.