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Português · EDUCA · 2025

Questão comentada de Português

.A pintura “independência ou morte!” é uma representação da independência do Brasil. Ela foi concluída em 1888, 66 anos depois da declaração da independência. Que não é possível retratar fielmente um evento do passado, Pedro Américo sabia disso. Assim sendo, ele escreveu: “a realidade inspira e não escraviza o pintor”. Doravante a frase posta de Pedro Américo, que, em parte, dialoga com o exercício do historiador: “O trabalho do historiador, mediante a articulação entre o texto e o extratexto, seu saber acumulado e sua carga emotiva, consiste “em interpretar sinais, estabelecendo nexos e relações, uma rede de superposição e contraposição dos traços, em relações de analogia, contraste e combinação” (PESAVENTO, 2007), é possível concluir que, EXCETO: Disponível em: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2022/09/07/independencia-ou-morteveja-o-que-ha-de-real-e-criacao-no-quadro-de-pedro-americo-sobre-7-desetembro-de-1822.ghtml. Acesso: data 15/02/2025.

Gabarito: E

A questão trabalha a ideia de que uma obra de arte ou um texto histórico não são a cópia fiel do passado, mas uma releitura dele. Pedro Américo deixa isso claro quando afirma que "a realidade inspira e não escraviza o pintor": ou seja, o fato real serve de base, mas o artista recria, seleciona e interpreta. No caso do historiador, a lógica é parecida: ele não apenas junta fatos, mas articula texto e extratexto, sinais e contextos, para produzir sentido. Em termos práticos, isso significa que a pintura "Independência ou Morte!" não é um registro fotográfico de 1822. Ela é uma representação construída depois, com escolhas estéticas, simbólicas e ideológicas. A arte, portanto, parte do real, mas não fica presa a ele. O real inspira, provoca e alimenta a criação. Por isso, a alternativa E é a incorreta, já que afirma exatamente o contrário: diz que a realidade aprisiona o pintor, reduz a arte à mera imitação e impede a transcendência criativa. Isso contraria frontalmente a fala de Pedro Américo e a própria ideia de interpretação artística e histórica apresentada no enunciado. Então, quando a banca fala em "EXCETO", você deve procurar a opção que transforma a realidade em cárcere, e não em ponto de partida. Aqui, o segredo é perceber a oposição entre criação e cópia: arte e história interpretam, não reproduzem mecanicamente.

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