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Português · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Português

A participação de instituições de ensino superior privadas na formação em saúde no Brasil RESUMO: O ensino superior brasileiro, historicamente, é marcado pela presença de instituições privadas. Durante a franca expansão ocorrida nas duas últimas décadas, o setor privado apresentou um crescimento no número de matrículas e no percentual de participação. Este artigo descreve a participação privada nas graduações da saúde no período entre 1993 e 2013. A revisão bibliográfica sobre o ensino superior brasileiro e a análise descritiva de dados secundários evidenciaram que a participação do setor privado na formação em saúde, em muitos aspectos, tem sido compatível com a dinâmica do setor de ensino superior. Na década de 1990, o crescimento do setor privado foi tendência em todas as graduações em saúde, e na maior parte dos cursos as taxas de crescimento foram maiores que a média nacional. No período entre 2003 e 2013, os cursos de Medicina, Odontologia e Serviço Social apresentaram taxas de crescimento maiores que no período anterior e os demais apresentaram uma desaceleração das taxas de crescimento; já nos cursos de Biologia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, observou-se uma redução do número de matrículas em instituições privadas. Palavras-Chave: instituições de ensino superior; setor privado; recursos humanos em saúde; educação superior. (FRANCO, T. A. V.; DAL POZ, M. R.A participação de instituições de ensino superior privadas na formação em saúde no Brasil. Trab., educ., saúde, v.16, nº 3, Rio de Janeiro Sept./Dec. 2018. Fragmento.) Por ser um texto não ficcional, o artigo científico, assim como outros gêneros textuais não ficcionais, deve se estruturar por meio

Gabarito: B

Quando a banca fala em texto não ficcional, ela quer ver marcas típicas de escrita informativa e objetiva, ou seja, linguagem mais impessoal, foco nos fatos e pouca interferência do autor como indivíduo. Em artigo científico, isso aparece na preferência por construções que descrevem processos, resultados e procedimentos sem “opinião pessoal” entrando na festa. No fragmento, isso fica bem visível em expressões como “Este artigo descreve” e “observou-se”. A primeira mostra o texto apresentando seu próprio objetivo de forma direta e institucional; a segunda traz uma construção impessoal, típica da escrita científica, em que o foco recai no resultado observado, e não em quem observou. É aquele estilo “o dado fala mais alto que o autor”. Por isso, o gabarito é a letra B: o artigo científico se estrutura por marcas de impessoalidade e por afirmações objetivas, próprias da comunicação científica. Esse é um traço clássico do gênero, muito cobrado em interpretação de texto: identificar não só o assunto, mas também a forma como ele é apresentado. As demais alternativas tentam jogar elementos reais do texto, mas não acertam o ponto central da estrutura do gênero. A banca costuma fazer isso: pega um detalhe verdadeiro e o apresenta como se fosse o fundamento principal. Aqui, o núcleo está na objetividade e na impessoalidade, não em adjetivos, datas ou subjetividade.

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