Salvas de canhão em Londres marcam o 96º aniversário da rainha Elizabeth II. A monarca, que enfrenta há alguns meses vários problemas de mobilidade, celebrará a data apenas com a família. Como manda a tradição, os canhões da Torre de Londres dispararam 62 salvas, e outras 41 foram feitas no Hyde Park. As celebrações coincidirão com as atividades organizadas para o “jubileu de platina” – os 70 anos do reinado de Elizabeth II, que chegou ao trono em 6 de fevereiro de 1952. (Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/rfi/2022/04/21/reino-unido-rainha-elizabeth-ii-completa-96- anos-longe-dos-holofotes. Acesso em: 21/04/2022. Adaptado.) A rainha Elizabeth II assumiu o trono britânico em 1952, sendo coroada em 1953. Era filha de Jorge VI e tornou-se rainha por ocasião da morte de seu pai. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir. I. Atuou na Segunda Guerra Mundial aderindo ao Auxiliary Territorial Service, servindo de forma voluntária em várias funções ao exército britânico; dentre elas, foi treinada como mecânica. II. Elizabeth casou-se com seu primo Philip, príncipe da Grécia, algo que é muito comum entre as famílias reais europeias. III. Como Chefe de Governo tem plenos poderes de decisões na monarquia inglesa. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
Essa alternativa reúne as três assertivas. As duas primeiras se confirmam: Elizabeth II atuou no Auxiliary Territorial Service na Segunda Guerra, inclusive com treinamento em mecânica, e casou-se com Philip, ligado à realeza europeia. O erro está na III, porque a monarca britânica é Chefe de Estado em uma monarquia constitucional e não Chefe de Governo, portanto não detém plenos poderes decisórios.
- B)I e II, apenas.
Aqui você marca apenas I e II. A assertiva I está de acordo com a biografia de Elizabeth II, que ingressou voluntariamente no Auxiliary Territorial Service e foi treinada como mecânica/condutora, e a II também procede ao registrar seu casamento com Philip, príncipe da Grécia, dentro de uma tradição de alianças entre casas reais europeias. Como a III é falsa, pois o Reino Unido não confere à rainha poderes de Chefe de Governo, esta é a combinação correta.
- C)I e III, apenas.
Essa opção combina I e III. A I é verdadeira, pois Elizabeth participou do esforço de guerra no Auxiliary Territorial Service; já a III não se sustenta, porque em uma monarquia constitucional britânica quem chefia o governo é o primeiro-ministro, não a rainha. Além disso, a alternativa deixa de lado a II, que também é correta, tornando o conjunto incompatível com o enunciado.
- D)II e III, apenas.
Aqui você assinala II e III. A II está correta ao indicar o casamento de Elizabeth com Philip, de origem grega e integrante de uma família real europeia, mas a III erra ao atribuir à rainha poderes plenos de decisão, o que não existe no arranjo constitucional britânico. A assertiva I também é verdadeira, então a alternativa falha por excluir um item correto e incluir um item incorreto.
Gabarito: B
Esta questão mistura História com interpretação de texto, mas o ponto principal é conhecer o papel da rainha Elizabeth II e alguns fatos biográficos importantes. Em prova de concurso, a banca adora transformar dado histórico em afirmativa para testar se voce realmente leu com atenção ou caiu na pressa. A afirmativa I está correta. Durante a Segunda Guerra Mundial, Elizabeth integrou o Auxiliary Territorial Service, uma espécie de serviço auxiliar feminino do exército britânico. Lá, ela recebeu treinamento prático e atuou como mecânica e motorista, algo bem incomum para uma princesa da época. A afirmativa II também está correta. Elizabeth se casou com Philip, que era príncipe da Grécia e da Dinamarca, e esse tipo de união entre parentes de famílias reais europeias realmente era comum. A realeza europeia tem uma longa tradição de casamentos entre casas dinásticas, o que faz essa informação estar alinhada com a história. Já a afirmativa III está errada. Em uma monarquia constitucional como a britânica, o monarca é Chefe de Estado, mas não Chefe de Governo. Quem exerce o governo é o Primeiro-Ministro, enquanto a rainha tinha funções institucionais e simbólicas, sem poder absoluto de decisão.