Considerando os estudos relativos às concepções de linguagem, pode-se afirmar em relação à linguagem como expressão do pensamento que:
- A)Considera os sujeitos, uma vez que eles “são vistos como atores/construtores sociais, sujeitos ativos”.
Errada, porque falar de sujeitos como atores sociais e construtores de sentido corresponde à linguagem como interação, não à expressão do pensamento.
- B)A língua vive e evolui historicamente na comunicação verbal concreta, não no sistema linguístico abstrato das formas da língua nem no psiquismo individual dos falantes.
Errada, pois descreve a língua em uso social e concreto, ideia ligada à interação verbal e não à visão individualista da linguagem.
- C)A língua é vista como “um ato monológico, individual, que não é afetado pelo outro nem pelas circunstâncias que constituem a situação social em que a enunciação acontece”.
Certa, porque define a linguagem como ato monológico e individual, sem influência do outro nem do contexto social.
- D)A língua é considerada como um “conjunto de signos que se combinam segundo regras” com a finalidade de transmitir uma mensagem e/ou informações de um emissor a um receptor.
Errada, porque apresenta a linguagem como instrumento de transmissão de informações, isto é, a concepção de língua como comunicação.
Gabarito: C
A questão cobra as concepções de linguagem, tema clássico em Língua Portuguesa. Em linhas gerais, a linguagem pode ser vista de três formas: como expressão do pensamento, como instrumento de comunicação e como forma de interação. Cada uma delas muda o jeito de entender o texto, o falante e o sentido produzido. Quando se fala em linguagem como expressão do pensamento, a ideia central é que falar seria apenas बाह- actually avoid non-pt; simply: um ato interno, individual, quase isolado. Nessa visão, a língua aparece como reflexo do pensamento de quem fala, sem considerar de verdade o outro, o contexto social ou as circunstâncias da enunciação. É uma concepção tradicional e bem “fechada” de linguagem. Por isso, o gabarito é a letra C, porque ela descreve exatamente essa visão: a língua como “ato monológico, individual”, não afetado pelo outro nem pela situação social. Em outras palavras, o sujeito fala como se a linguagem nascesse só dentro dele, sem diálogo real com o contexto. Essa formulação dialoga com a classificação doutrinária clássica das concepções de linguagem, muito cobrada em concursos. As outras alternativas trazem outras concepções: interação, comunicação e uso social concreto da língua. Então, se você viu palavras como “sujeitos ativos”, “comunicação verbal concreta” ou “transmitir mensagem”, já acenda o alerta: isso não combina com a linguagem como simples expressão do pensamento.