No trecho: “A cidade dormia sob um manto de estrelas, enquanto o vento sussurrava segredos nas esquinas.”, a figura de linguagem empregada é
- A)metáfora, pois há uma comparação implícita entre a cidade e uma pessoa dormindo.
Errada, porque o trecho não faz uma comparação implícita entre dois termos, mas sim atribui ações humanas a elementos da paisagem.
- B)prosopopeia, pois há atribuição de características humanas a elementos inanimados.
Certa, pois há personificação de “cidade” e “vento”, com características e ações humanas dadas a seres inanimados.
- C)antítese, pois há oposição de ideias entre “cidade” e “vento”.
Errada, porque não há oposição de ideias entre os elementos citados; o efeito principal é de humanização, não de contraste.
- D)eufemismo, pois há uma tentativa de suavizar a descrição da cidade.
Errada, pois eufemismo serve para suavizar uma ideia desagradável, o que não acontece no trecho.
- E)hipérbole, pois há exagero na descrição do cenário.
Errada, porque não há exagero evidente na descrição; o recurso usado é a atribuição de traços humanos ao cenário.
Gabarito: B
Aqui a banca cobra figuras de linguagem, mais especificamente aquelas que dão vida ao texto. Quando o autor escreve que “a cidade dormia” e que “o vento sussurrava segredos”, ele trata elementos inanimados como se tivessem ações e atitudes humanas. Isso é prosopopeia, também chamada de personificação. Perceba o truque: cidade não dorme de verdade, e vento não sussurra segredos como uma pessoa. O texto cria uma imagem poética para deixar o cenário mais expressivo e sensível. Em prova, sempre que algo sem vida recebe comportamento humano, acenda o alerta de prosopopeia. A alternativa B está correta porque há atribuição de características humanas a elementos não humanos. Já a metáfora, que é comparação implícita, até pode parecer tentadora em algumas leituras, mas aqui o foco não é comparar cidade com pessoa; o foco é fazer a cidade agir como gente. Na doutrina de gramática tradicional, prosopopeia e personificação são tratadas como sinônimos na maior parte das provas. Então, se a banca falar em “voz do vento”, “cidade dormindo” ou “mar zangado”, pense nessa figura de linguagem sem drama: o texto só está humanizando o cenário.