A crase é o fenômeno da contração de duas vogais iguais, e essa contração é marcada pelo acento grave. O acento grave indicativo da crase está corretamente empregado em:
- A)É preciso estar atento às coisas boas da vida.
Certa, porque há a fusão da preposição "a" com o artigo feminino plural "as" em "às coisas".
- B)Gostaria de poder viver melhor o meu dia à dia.
Errada, porque a expressão correta é "dia a dia", sem crase.
- C)As decisões às quais citei vão transformar a minha vida.
Errada, porque o verbo "citar" não exige a preposição "a"; além disso, a construção está inadequada.
- D)O parque ecológico localiza-se à três quilômetros daqui.
Errada, porque antes de numeral indicando distância usa-se "a", sem artigo feminino: "a três quilômetros".
- E)À partir de hoje, não acumularei mais produtos supérfluos.
Errada, porque a locução correta é "a partir de", sem crase.
Gabarito: A
A crase aparece quando a preposição "a" se junta com o artigo feminino "a" ou com pronomes que admitam esse encontro. O famoso acento grave não cria nada do zero: ele só sinaliza essa fusão. Por isso, você precisa verificar se o termo anterior exige preposição e se o termo seguinte aceita artigo feminino. Na alternativa A, isso acontece direitinho em "às coisas boas da vida". O verbo ou a expressão pede a preposição "a", e "coisas" admite o artigo feminino plural "as". Resultado: "a + as = às". É o encontro clássico que a gramática normativa adora cobrar, sem drama e sem mágica. As demais opções escorregam em pontos bem comuns de prova: expressão fixa sem artigo, uso indevido diante de numerais e locuções com "a" que não levam crase. Em concurso, a banca gosta justamente de testar se você sabe separar "há crase" de "parece crase, mas não é". Então, o gabarito é A porque há a fusão correta entre preposição e artigo feminino plural. Esse é o uso previsto na gramática normativa tradicional, que orienta a identificação da crase pela exigência do termo regente e pela presença do artigo no termo regido.