Assinale a alternativa que não apresenta nenhum erro em relação ao uso ou omissão da crase.
- A)Fui à casa trocar de roupa.
Errada, porque "casa" no sentido de lar, sem determinante, não admite artigo e não leva crase.
- B)A professora a qual me refiro não leciona mais.
Errada, porque o correto é "a quem me refiro"; com pronome relativo regido por preposição, não se usa "a qual" nesse contexto.
- C)Ele entregou o dossiê à Vossa Excelência?
Errada, porque antes de pronome de tratamento como "Vossa Excelência" não ocorre crase.
- D)Ano que vem, vou à Santo André em um congresso de nutrição.
Errada, porque nomes de cidades sem artigo, como "Santo André", não admitem crase.
- E)André tem aversão a brigas.
Certa, porque "aversão" rege a preposição "a" e, nesse uso genérico, "brigas" não vem com artigo obrigatório, então não há crase.
Gabarito: E
A crase acontece quando há a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com pronomes que a admitam. Na prática, isso aparece muito em locuções, regências verbais e nominais, e também antes de nomes femininos determinados. O segredo é sempre perguntar: o termo anterior exige preposição? E o termo seguinte aceita artigo? Nesta questão, o ponto central está na regência. Em "ter aversão a brigas", o nome "aversão" pede a preposição "a", mas o substantivo plural genérico "brigas" não vem acompanhado de artigo obrigatório. Resultado: fica só a preposição, sem crase. É exatamente por isso que a alternativa E está correta. As outras alternativas escorregam em regras clássicas. Há caso de artigo indevido com "casa", uso inadequado de pronome de tratamento, e nome próprio de lugar sem o artigo correspondente. A banca costuma explorar justamente essa combinação de regência + presença ou ausência de artigo, que é onde muita gente tropeça. Regra de ouro para concurso: crase não é decoração, é encontro de dois "as". Se só existe um deles, não tem acento.