Assinale a alternativa onde há erro quanto à concordância verbal:
- A)Choveram pedidos de emprego, no último comício.
Certa: o verbo "chover" fica no plural quando tem sentido figurado e admite sujeito, como em "choveram pedidos".
- B)Deve existir possibilidades para o regresso do professor.
Errada: o sujeito "possibilidades" está no plural, então o correto é "devem existir possibilidades".
- C)Foi uma grande surpresa, pois já fazia três anos que não o via.
Certa: "fazia três anos" está correto porque "fazer" indicando tempo decorrido é impessoal e fica no singular.
- D)Não poderia haver discordâncias entre os irmãos.
Certa: "haver" com sentido de existir é impessoal, então permanece no singular em "não poderia haver discordâncias".
- E)O chefe ou o secretário viajará para a conferência anual.
Certa: com sujeito composto ligado por "ou", o verbo pode concordar com o mais próximo ou ficar no plural, e aqui a forma singular é aceitável.
Gabarito: B
Concordância verbal é a regra que faz o verbo combinar com o sujeito em número e pessoa. Parece simples, mas a prova adora misturar isso com verbos especiais, como haver, fazer e existir, para ver se voce escorrega no piso molhado da gramática. O ponto principal aqui é que, quando o sujeito está no plural, o verbo também deve ir para o plural: "devem existir possibilidades". Como "possibilidades" é o sujeito da oração, o verbo auxiliar "deve" não pode ficar no singular. A forma correta seria "Devem existir possibilidades para o regresso do professor" ou, alternativamente, "Deve existir possibilidade...", se o núcleo fosse singular. Já verbos como "haver" e "fazer", em certos sentidos, são impessoais e ficam sempre no singular. Isso explica por que frases como "Não poderia haver discordâncias" e "já fazia três anos" estão corretas. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa diferença: verbo com sujeito plural de um lado, verbo impessoal de outro. Então, o erro da questão está em tratar como singular uma construção com sujeito plural. O verbo precisa acompanhar a ideia de pluralidade, porque na concordância verbal o sujeito manda mais do que muita gente imaginando.