Por séculos, nossas avós e mães têm contado histórias que acreditamos por muito tempo. Por exemplo, você já ouviu que, quando engolimos um chiclete, ele fica no estômago por sete anos? Então, esse é só um exemplo! Mas, essas crenças populares nem sempre são verdades absolutas. Embora possa ser boa para a alma, a canja não faz quase nada pela nossa saúde. Talvez reidratação, mas não mais do que um copo d'água. Porém, essa sopinha de vó faz a gente sentir que ela cura resfriados. Assinale a opção CORRETA:
- A)Segundo o autor, o melhor mesmo, é usar da alopatia para a cura do resfriado e um bom copo d'água.
Errada, porque o texto não defende o uso de alopatia nem afirma que o melhor tratamento seja esse, apenas compara o efeito da sopa com o de um copo d'água.
- B)Quando doente, não adianta tomar sopa de galinha, pois ela de nada servirá, apenas um chamego da vovó e a ilusão de bem-estar.
Errada, porque exagera ao dizer que a sopa de galinha não serve para nada, já que o texto reconhece reidratação e valor afetivo.
- C)O texto joga por terra toda a crença e tudo o que aprendemos com nossas avós e nossas mães são crendices, ainda que recheadas de boas intenções.
Errada, porque o texto não condena tudo o que aprendemos com mães e avós, apenas questiona uma crença específica sem desvalorizar o afeto envolvido.
- D)O texto desmistifica a crença na canja da avó, mas trabalha o valor sentimental e a boa intenção, além de trazer, de forma relativa, uma situação científica.
Certa, porque resume bem a ideia do texto: desmistifica a crença na canja como cura, mas preserva o valor sentimental e a explicação mais científica.
Gabarito: D
A questão trabalha interpretação de texto, então o foco não é decorar informação solta, mas perceber a ideia principal e o tom do texto. Aqui, o autor começa com uma crença popular antiga, como o mito do chiclete no estômago por sete anos, e depois faz o mesmo com a canja de galinha: ela não seria uma cura milagrosa, mas pode dar conforto, alguma reidratação e a sensação de melhora. Perceba a malícia do texto: ele não simplesmente joga tudo fora como mentira absoluta. Ele desmistifica a crença, mostrando que a sopa não cura o resfriado de verdade, mas também valoriza o lado afetivo e a intenção carinhosa de quem prepara. Ou seja, existe um fundo sentimental importante, além de uma explicação mais objetiva e científica sobre seus efeitos reais. É exatamente isso que a alternativa D captura: o texto desfaz o mito da canja da avó, mas reconhece o valor emocional, a boa intenção e traz uma visão relativa, moderada, apoiada em informação científica. Em prova de interpretação, quando o texto não é radical, a resposta também não deve ser. Se o texto vai no meio do caminho, a alternativa correta costuma ser a que respeita esse equilíbrio. As demais opções exageram, reduzem ou distorcem a mensagem. Em resumo: o texto não despreza as avós, não prescreve alopatia e não afirma que a sopa não serve para nada. Ele apenas coloca cada coisa no seu lugar: carinho ajuda, sensação de bem-estar ajuda, mas milagre, não.