Durante a montagem de uma estrutura metálica, um trabalhador cai de uma escada e suspeita-se de fratura no antebraço esquerdo. Ele relata dor intensa, há deformidade visível e inchaço local, além de queixar-se de dormência nos dedos da mão esquerda. Considerando os princípios de primeiros socorros em caso de fratura suspeita em ambiente de trabalho, a conduta mais adequada a ser adotada pela equipe, até a chegada do socorro especializado, é
- A)tentar alinhar o membro fraturado manualmente para reduzir a dor, e aplicar gelo diretamente sobre a fratura para controlar o inchaço.
Errada, porque tentar alinhar manualmente a fratura pode agravar a lesão, e o gelo não deve ser aplicado de forma direta sobre a pele ou como substituto da imobilização.
- B)mobilizar o membro com uma tala improvisada, imobilizando as articulações acima e abaixo da fratura, sem mover desnecessariamente o membro.
Certa, porque a conduta adequada é imobilizar a fratura com tala improvisada, fixando as articulações acima e abaixo, sem movimentar o membro sem necessidade.
- C)massagear o local da fratura suavemente para estimular a circulação e reduzir o formigamento nos dedos.
Errada, porque massagear a área fraturada pode piorar a dor, aumentar o edema e até deslocar fragmentos ósseos, além de não resolver a causa da dormência.
- D)posicionar o trabalhador deitado com o braço elevado acima do nível do coração e movimentá-lo com cuidado até uma sala de repouso.
Errada, porque elevar e deslocar a vítima sem imobilização adequada pode agravar a fratura; o essencial é estabilizar o membro antes de qualquer movimentação.
- E)estimular o trabalhador a mover os dedos para verificar a circulação sanguínea e identificar se há ruptura de ligamentos.
Errada, porque estimular movimentos para testar circulação não é conduta segura em fratura suspeita com deformidade e dor, já que isso pode piorar a lesão.
Gabarito: B
Em suspeita de fratura, a regra de ouro nos primeiros socorros é simples: não tentar “consertar” o que está quebrado na hora. Mexer demais, alinhar manualmente ou forçar o membro pode piorar a lesão, aumentar a dor e até causar dano a vasos e nervos. A prioridade é proteger a vítima, manter a calma e evitar movimentos desnecessários. Quando há deformidade, inchaço e dormência nos dedos, isso acende um alerta para possível comprometimento neurológico ou circulatório. Nessa situação, a conduta correta é imobilizar o membro na posição encontrada, usando tala improvisada se necessário, e sempre fixando as articulações acima e abaixo da fratura. Assim, você reduz a movimentação do osso e diminui o risco de agravar o quadro até a chegada do socorro especializado. Também é importante não massagear o local, não manipular sem necessidade e não estimular movimentos que possam piorar a dor ou deslocar ainda mais o foco da fratura. Se houver gelo, ele pode ser usado com proteção entre o gelo e a pele, mas isso nunca substitui a imobilização. O ponto central aqui é: primeiro estabilizar, depois aguardar atendimento. Esse raciocínio está alinhado com a orientação clássica de primeiros socorros e com boas práticas de segurança no trabalho, como as previstas nas NRs do Ministério do Trabalho, que exigem resposta inicial adequada e encaminhamento seguro da vítima. Por isso, a alternativa B é a correta: ela descreve a imobilização adequada, sem movimentar desnecessariamente o membro.