Durante a realização de uma sessão de exercícios, um dos alunos começou a apresentar uma crise convulsiva. Sobre as ações de primeiros socorros a serem executadas, assinale a afirmativa correta.
- A)Jogar água no rosto, para promover sua reanimação.
Errada, porque jogar água no rosto não interrompe a convulsão e ainda pode aumentar o risco de engasgo ou acidente.
- B)Restringir seus movimentos, imobilizando-o caso necessário.
Errada, porque restringir ou imobilizar os movimentos pode causar lesões e não impede a crise.
- C)Administrar líquidos ou medicamentos para interromper a crise.
Errada, porque não se deve dar líquidos ou medicamentos durante a convulsão, especialmente com risco de aspiração.
- D)Proteger a cabeça com a mão ou com toalhas, por exemplo, para evitar traumas.
Certa, porque proteger a cabeça com a mão ou com toalhas ajuda a evitar traumas durante os movimentos convulsivos.
- E)Tentar tracionar a língua, mesmo que necessária a utilização de algum objeto para isso.
Errada, porque não se deve tentar puxar a língua, e muito menos usar objetos, pois isso pode ferir a vítima e o socorrista.
Gabarito: D
Em uma crise convulsiva, a prioridade nos primeiros socorros não é “conter” a pessoa a qualquer custo, e sim evitar que ela se machuque enquanto a crise acontece. A convulsão pode gerar movimentos bruscos, perda de consciência e risco de trauma, então o foco inicial é proteger o ambiente e o corpo da vítima. Nada de colocar objeto na boca, oferecer líquido ou tentar “despertar na marra”. O cuidado mais importante é manter a segurança: afaste objetos que possam causar lesões, ampare a cabeça com algo macio, como toalha, roupa dobrada ou até a própria mão, e observe a duração da crise. Se possível, proteja a pessoa do impacto no chão e mantenha o local ventilado e tranquilo. Depois da crise, se ela estiver inconsciente mas respirando, a posição lateral de segurança costuma ser indicada, sempre com acompanhamento. O gabarito está na alternativa D porque proteger a cabeça reduz o risco de trauma craniano e lesões durante os espasmos. Isso está alinhado com orientações amplamente aceitas em primeiros socorros e suporte básico de vida: não se deve impedir os movimentos da crise, mas sim minimizar danos e aguardar o término da convulsão. Em resumo: crise convulsiva não se “segura”, se protege. Seu papel é virar uma espécie de escudo humano educado, sem heroísmo atrapalhado. E se a crise durar muito, se houver repetição ou se a pessoa não recuperar a consciência, acione atendimento de urgência.