Durante o transporte de um paciente, eventos adversos podem ocorrer, o que pode agravar o seu quadro clínico. Para minimizar este tipo de ocorrência, uma ferramenta a ser utilizada é a classificação de risco, que orienta classificar o tipo de transporte de acordo com as condições clínicas do paciente e, a partir disso, definir as necessidades de monitoramento e de equipe. Considerando a classificação de risco, assinale a afirmativa correta.
- A)No transporte de baixo risco, o paciente não precisará ser monitorizado; também não é necessário que os sinais vitais sejam aferidos.
Errada, porque mesmo em baixo risco pode haver necessidade de vigilância e aferição de sinais vitais, conforme avaliação clínica e protocolo.
- B)Por segurança, o transporte não pode ocorrer durante as trocas de plantões e no horário de visitas, mesmo em caráter de urgência/emergência.
Errada, pois não existe vedação absoluta ao transporte em troca de plantão ou horário de visita quando há urgência ou emergência.
- C)O transporte de alto risco só pode ocorrer na presença de um médico, que será responsável pela monitorização da ventilação e dos sinais vitais durante o transporte.
Errada, porque o transporte de alto risco exige equipe e monitorização adequadas, mas não necessariamente apenas a presença de um médico como condição única e exclusiva.
- D)O número e a categoria de profissionais envolvidos no transporte intra-hospitalar poderão variar de acordo com as condições clínicas e o peso do cliente, bem como o número e a complexidade de dispositivos invasivos e equipamentos utilizados.
Certa, pois o número e a categoria dos profissionais variam conforme o estado clínico, o peso do paciente e a complexidade dos dispositivos e equipamentos utilizados.
Gabarito: D
Em transporte intra-hospitalar, não basta "levar o paciente de um setor ao outro" e torcer para dar tudo certo. A ideia da classificação de risco é justamente organizar o transporte conforme a gravidade do quadro, os dispositivos em uso e a necessidade de vigilância durante o deslocamento. Quanto mais instável o paciente, maior a exigência de monitorização e de equipe preparada para intervir rapidamente. Por isso, a composição da equipe e o tipo de acompanhamento não são fixos: eles variam conforme as condições clínicas do paciente, seu peso e a complexidade dos equipamentos e dispositivos invasivos envolvidos. Essa lógica aparece nas normas e protocolos de transporte de pacientes, que valorizam segurança, estabilidade hemodinâmica e continuidade da assistência durante todo o trajeto. A alternativa D está correta porque traduz exatamente esse princípio: o transporte intra-hospitalar deve ser dimensionado de acordo com o risco e com os recursos necessários para manter o paciente seguro. Em outras palavras, não existe uma equipe "padrão" para todo mundo; o caso clínico manda no tamanho do cuidado. As demais alternativas erram por trazer regras absolutas ou restrições que não correspondem à lógica assistencial. Em prova, desconfie de frases com "nunca", "não pode" e "sempre", porque em saúde quase tudo depende da avaliação do risco.