A máxima de que "é melhor prevenir que remediar" na natureza faz-se necessária, uma vez que às vezes, os custos de recuperação são insuportáveis para a sociedade, ou ainda pior, raramente consegue-se o retorno natural anterior à degradação. Fonte: SANTOS, Devanir Garcia dos; ROMANO, Paulo Afonso. Conservação da água e do solo, e gestão integrada dos recursos hídricos. Revista de política agrícola, v. 14, n. 2, p. 51-64, 2005. Dessa forma, abaixo apresentam-se alguns dos atuais problemas ambientais, dentre eles, assinale a alternativa INCORRETA.
- A)A intensa, rápida e desordenada urbanização.
Correta, pois a urbanização intensa, rápida e desordenada é um problema ambiental e social bem conhecido.
- B)Construção de represas para geração de hidroeletricidade, alterando o regime hídrico dos rios.
Correta, porque represas alteram o regime hídrico dos rios e podem causar impactos ambientais relevantes.
- C)O desmatamento como forma de aumentar áreas de plantio agrícola.
Correta, já que o desmatamento para expandir a fronteira agrícola é uma causa clássica de degradação ambiental.
- D)A existência de pecuária com baixo pastoreio ocasionando a compactação do solo.
Incorreta, porque a compactação do solo ocorre com excesso de pisoteio e sobrepastoreio, não com baixo pastoreio.
Gabarito: D
A questão cobra a identificação de problemas ambientais atuais. Em geral, aparecem nas provas temas como urbanização acelerada, obras hidrelétricas, desmatamento e uso inadequado do solo, porque tudo isso altera o equilíbrio natural e gera impactos em cadeia. No meio ambiente, quase nada vem isolado: mexe em um ponto e o restante responde, às vezes com prejuízo grande e difícil de reverter. A alternativa incorreta é a D porque a compactação do solo não é causada por "baixo pastoreio", e sim pelo pisoteio excessivo dos animais, quando há alta carga animal e uso inadequado da pastagem. Em outras palavras, pouco pastoreio tende a aliviar a pressão sobre o solo, não a compactá-lo. As demais alternativas descrevem problemas ambientais reais: urbanização desordenada pressiona saneamento, ocupação do solo e recursos naturais; represas alteram o regime dos rios e afetam ecossistemas; e o desmatamento para ampliar áreas agrícolas reduz biodiversidade e intensifica erosão e assoreamento. Em provas, esse trio costuma aparecer como impacto clássico de ação humana sem planejamento. Como referência doutrinária, a lógica da prevenção ambiental se conecta ao princípio da prevenção, muito cobrado no Direito Ambiental e em conteúdos interdisciplinares: agir antes do dano costuma ser muito mais eficaz e barato do que tentar recuperar depois. Por isso o enunciado começa justamente falando em "prevenir que remediar".