O desenvolvimento sustentável está alinhado à busca por equilíbrio entre crescimento econômico, conservação ambiental e justiça social. Acerca dos pilares do desenvolvimento sustentável, está CORRETA a afirmação
- A)O desenvolvimento econômico prevalece sobre os aspectos sociais e ambientais para garantir resultados financeiros sustentáveis.
Errada, porque o desenvolvimento sustentável não admite prevalência do econômico sobre o social e o ambiental, já que os três pilares devem ser equilibrados.
- B)A conservação dos recursos naturais é considerada uma barreira ao desenvolvimento, sendo abordada, apenas, em contextos de crises ambientais.
Errada, pois a conservação ambiental não é barreira ao desenvolvimento, mas condição para que ele seja duradouro.
- C)A justiça social inclui a redistribuição de recursos e acesso equitativo a bens e serviços essenciais, promovendo a redução das desigualdades.
Certa, porque justiça social inclui acesso equitativo a recursos e serviços essenciais, contribuindo para reduzir desigualdades.
- D)A abordagem tripartite do desenvolvimento sustentável exclui os objetivos de longo prazo, focando soluções imediatistas para problemas ambientais.
Errada, porque o desenvolvimento sustentável exige visão de longo prazo e não soluções imediatistas.
- E)A eficiência ambiental é aplicada exclusivamente em setores industriais com elevado impacto de carbono.
Errada, pois a eficiência ambiental deve orientar todos os setores, e não apenas a indústria de alto carbono.
Gabarito: C
Desenvolvimento sustentável é a ideia de conciliar três coisas que precisam caminhar juntas: economia funcionando, meio ambiente preservado e sociedade com mais justiça. Se um desses pilares atropela os outros, o modelo perde equilíbrio e vira só crescimento de curto prazo com conta ambiental e social para depois. A lógica clássica vem do Relatório Brundtland, que definiu o desenvolvimento sustentável como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as futuras gerações. No Brasil, esse raciocínio aparece com força na Constituição Federal, especialmente no art. 225, que protege o meio ambiente para as presentes e futuras gerações, e no art. 170, VI, que coloca a defesa do meio ambiente como princípio da ordem econômica. Então, não basta produzir mais: é preciso produzir com responsabilidade, inclusão e uso racional dos recursos. Economia forte sem justiça social e sem proteção ambiental é crescimento, mas não é sustentabilidade. A alternativa C está correta porque a justiça social envolve, sim, redistribuição de recursos e acesso equitativo a bens e serviços essenciais, como educação, saúde, saneamento e oportunidades. Isso ajuda a reduzir desigualdades e a garantir que o desenvolvimento beneficie a coletividade, e não apenas um grupo pequeno. Em outras palavras, sustentabilidade não é só plantar árvore - é também melhorar a vida das pessoas com equilíbrio e permanência. As demais alternativas tentam inverter a lógica dos pilares: tratam o social e o ambiental como se fossem acessórios, quando na verdade eles fazem parte do núcleo do conceito. Em prova, desconfie de frases que colocam o lucro acima de tudo ou que transformam proteção ambiental em obstáculo. Isso costuma ser o famoso discurso do "crescimento a qualquer custo", que não combina com desenvolvimento sustentável.