Para o alcance dos objetivos propostos em um Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Área Alterada (PRAD), a depender do caso, deve ser realizado com o(a)
- A)enriquecimento com espécies invasoras, permitindo o aumento imediato e relevante da diversidade e da densidade de espécies.
Errada, porque espécies invasoras não devem ser usadas em PRAD, já que tendem a comprometer a regeneração nativa e o equilíbrio ecológico.
- B)adensamento com semeadura de espécies exóticas, junto às nativas, que deverão permitir a aceleração da cobertura da vegetação na área, o aumento da densidade da vegetação e da riqueza de espécies e reduzir os processos erosivos.
Errada, porque mistura espécies exóticas com nativas e fala em adensamento, mas a lógica da restauração prioriza espécies adequadas ao ecossistema local, não a introdução de exóticas.
- C)enriquecimento com plantio de espécies exóticas, que deverão permitir a aceleração da cobertura da vegetação na área, aumentar a densidade da vegetação e a riqueza de espécies e reduzir os processos erosivos.
Errada, porque o enriquecimento com espécies exóticas não é a regra do PRAD e pode prejudicar a recomposição ambiental desejada.
- D)semeadura direta, que irá contribuir com a cobertura vegetal em toda a área, aumentar a riqueza de espécies nativas, melhorar a estrutura do solo e, quando for o caso, alcançar situações ambientais propícias à sobrevivência de espécies-alvo.
Certa, porque a semeadura direta com espécies nativas é técnica compatível com a recuperação da área, favorecendo cobertura vegetal, riqueza de espécies, melhoria do solo e controle da erosão.
- E)plantios homogêneos de mudas, visando contribuir para o domínio de espécies de recobrimento, tendendo à plena cobertura do solo, e, quando for o caso, para o alcance das situações ambientais propícias à sobrevivência de espécies=alvo.
Errada, porque plantios homogêneos reduzem a diversidade e não correspondem à recomposição ecológica esperada em um PRAD.
Gabarito: D
O PRAD é o plano que organiza a recuperação de uma área degradada ou alterada, escolhendo a técnica mais adequada ao caso concreto. A ideia central não é "plantar qualquer coisa", mas adotar medidas compatíveis com a dinâmica ecológica da área, como cobertura do solo, aumento da diversidade nativa e redução da erosão. Em programas de restauração, a semeadura direta é uma técnica muito usada quando se quer acelerar a cobertura vegetal, melhorar o solo e favorecer a sucessão ecológica com espécies nativas. Ela ajuda a reduzir impacto de chuva e vento, diminui a perda de solo e pode criar condições para a sobrevivência de espécies-alvo. É uma solução bem alinhada com a lógica do PRAD. Por isso, o gabarito é a letra D: ela descreve exatamente uma estratégia de recuperação ambiental com semeadura direta voltada à recomposição da vegetação nativa e à melhoria das condições ecológicas da área. Já as demais alternativas tentam “embelezar” a degradação com espécies exóticas ou invasoras, o que foge do objetivo de restauração. Como referência normativa, a recuperação de áreas degradadas aparece no dever ambiental previsto na Lei 6.938/1981, art. 2º, e em normas técnicas e infralegais de restauração, como as orientações do CONAMA para recuperação de áreas degradadas, sempre com foco na recomposição ambiental e no uso adequado de espécies nativas, quando cabível.