As ferramentas de adesão e monitoramento de iniciativas ligadas à sustentabilidade para as empresas baseiam-se em princípios quando estabelecem princípios de: comportamento sem necessariamente indicar como serão atingidos., Baseiam-se em processos quando descrevem aqueles que a organização deveria seguir para melhorar seu desempenho. Baseiam-se em critérios de desempenho quando concentram-se no que a organização efetivamente faz, indicando metas. especificas ou listas de indicadores em relação aos quais a empresa deveria comparar-se. OAKLEY, R., BUCKLAND, I "What if business as usuor won't work?* in: Henriques And Richardson (Eds.) (2004), p. 131-41. Adaptado. Com base no. trecho, assinale opção que apresenta, corretamente, as ferramentas de adesão e monitoramento de iniciativas ligadas a sustentabilidade baseadas em critérios de desempenho.
- A)Agenda 21 e Carta da Terra.
Errada, porque Agenda 21 e Carta da Terra são documentos orientadores e de princípios, não ferramentas centradas em critérios de desempenho.
- B)Balanço Social Ibase e Pegada Ecológica.
Certa, porque o Balanço Social Ibase e a Pegada Ecológica trabalham com indicadores e mensuração de resultados, caracterizando critérios de desempenho.
- C)Pacto Global e Princípios de Governança da OCDE.
Errada, porque Pacto Global e Princípios de Governança da OCDE são marcos principiológicos e de adesão voluntária, não instrumentos de performance.
- D)Declaração dos Direitos Humanos e Metas do Milênio.
Errada, porque Declaração dos Direitos Humanos e Metas do Milênio são referenciais normativos e programáticos amplos, sem foco direto em métricas empresariais de desempenho.
- E)Critérios de Excelência do PNQ (Prêmio Nacional de Qualidade) e a Norma Internacional ISO 2600.
Errada, porque os Critérios de Excelência do PNQ e a ISO 26000 se relacionam mais com diretrizes e práticas de gestão, não com critérios de desempenho no sentido cobrado pelo enunciado.
Gabarito: B
A questão cobra a diferença entre três tipos de ferramentas ligadas à sustentabilidade: princípios, processos e critérios de desempenho. Em linguagem simples, princípios dizem o que a organização deve defender, processos mostram como ela deve agir e critérios de desempenho apontam resultados concretos, metas e indicadores para comparar o que a empresa realmente faz. É aqui que muita gente escorrega, porque parece tudo “sustentável”, mas a lógica de cobrança muda bastante. No trecho, o foco está em ferramentas baseadas em critérios de desempenho, ou seja, aquelas que permitem medir, comparar e verificar resultados. Por isso, a alternativa correta é a que reúne instrumentos com esse perfil. O Balanço Social Ibase e a Pegada Ecológica entram exatamente nessa linha, porque trabalham com indicadores e mensuração de impactos, desempenho social e ambiental. O Balanço Social Ibase organiza informações sobre o desempenho social da empresa, permitindo transparência e comparação. Já a Pegada Ecológica mede a pressão das atividades humanas sobre os recursos naturais, funcionando como indicador de impacto ambiental. Em outras palavras: não basta dizer que é sustentável, é preciso mostrar números, indicadores e resultados. É o famoso “cadê a prova?” do mundo ESG. Em concursos, especialmente em temas de sustentabilidade, a FGV gosta de misturar instrumentos de compromisso ético com instrumentos de monitoramento efetivo. Quando aparecer “critérios de desempenho”, pense em métricas, indicadores e avaliação concreta, não em declarações genéricas ou pactos de princípios.