A medida usada para avaliar o grau de poluição orgânica do esgoto, que está relacionada à quantidade de oxigênio necessária para estabilizar a matéria orgânica com a ação de bactérias aeróbias, é conhecida pela sigla
- A)IQA
IQA é o Índice de Qualidade da Água, um indicador geral de qualidade, mas não mede especificamente a demanda de oxigênio da poluição orgânica.
- B)GPE
GPE não é a sigla usada para esse tipo de medição de poluição orgânica, então não corresponde ao conceito pedido.
- C)DBO
Correta, porque DBO significa Demanda Bioquímica de Oxigênio e expressa o oxigênio necessário para a estabilização da matéria orgânica por bactérias aeróbias.
- D)PH
pH indica acidez ou alcalinidade da água, mas não mede a carga orgânica nem o consumo de oxigênio.
Gabarito: C
Quando o assunto é esgoto e poluição orgânica, a banca costuma mirar na ideia de quanto oxigênio a água vai gastar para “dar conta” da matéria orgânica. Parece só detalhe técnico, mas é o coração do tema: quanto mais matéria orgânica degradável, maior a demanda de oxigênio para a ação das bactérias aeróbias. Essa medida é a DBO, sigla de Demanda Bioquímica de Oxigênio. Ela indica justamente a quantidade de oxigênio necessária para estabilizar a matéria orgânica presente na água ou no esgoto por meio da decomposição biológica. Em termos práticos, DBO alta costuma apontar poluição orgânica elevada e possível piora da qualidade da água. Por isso o gabarito é a letra C. As demais alternativas até parecem “técnicas”, mas não medem esse consumo de oxigênio associado à matéria orgânica. A FGV gosta muito dessa troca entre siglas parecidas, então vale guardar a lógica: poluição orgânica - oxigênio consumido pelas bactérias - DBO. Se quiser memorizar sem sofrimento: DBO é a “fatura de oxigênio” que a matéria orgânica deixa para as bactérias aeróbias pagarem. Quanto maior a fatura, maior o problema.