Na natureza é necessário um grande número de indivíduos de um nível trófico para alimentar elementos de um nível trófico superior. Também é comum que os poluentes apolares (lipossolúveis), de complicada degradação, sejam de difícil eliminação através da urina. Dessa forma, podem existir ambientes em que o consumo de alimentos contaminados por poluentes apolares gere assimilação na síntese de gorduras, produzindo um fenômeno de aumento na concentração de compostos químicos, à medida que se avança que se avança na cadeia alimentar. Esse fenômeno é conhecido como:
- A)homeostase;
Errada, porque homeostase é a manutenção do equilíbrio interno do organismo, não o aumento de contaminantes na cadeia alimentar.
- B)biocenose;
Errada, porque biocenose é o conjunto de seres vivos de uma comunidade ecológica, e não o acúmulo de poluentes.
- C)amplificação biológica;
Certa, pois amplificação biológica é o aumento da concentração de substâncias tóxicas ao longo da cadeia alimentar.
- D)retroalimentação negativa;
Errada, porque retroalimentação negativa é um mecanismo regulatório que reduz desvios, sem relação com concentração de poluentes em níveis tróficos.
- E)mutualismo.
Errada, porque mutualismo é uma relação ecológica benéfica entre espécies, sem vínculo com esse fenômeno de bioacumulação.
Gabarito: C
Quando um poluente entra na cadeia alimentar e vai sendo consumido por vários organismos, ele pode se tornar cada vez mais concentrado nos níveis tróficos mais altos. Isso acontece porque substâncias apolares, lipossolúveis e de difícil excreção não são eliminadas com facilidade, então acabam se acumulando nos tecidos gordurosos dos seres vivos. Em vez de “sumir” pelo caminho, o contaminante vai se acumulando e ficando mais forte no topo da cadeia. Esse processo recebe o nome de amplificação biológica, também chamada de biomagnificação. A lógica é simples: poucos indivíduos de um nível inferior alimentam vários do nível superior, e o poluente vai sendo transferido e concentrado de presa para predador. É por isso que animais no topo da cadeia, como grandes peixes, aves de rapina e até o ser humano, podem apresentar maiores concentrações de certos tóxicos. A ideia central da questão está justamente aí: aumento da concentração do composto à medida que se avança na cadeia alimentar. Isso descreve diretamente a amplificação biológica, que é o gabarito da letra C. Em termos de Ecologia, é um clássico de prova quando a banca fala de poluentes persistentes, como pesticidas e metais pesados. Vale lembrar que isso não tem relação com equilíbrio interno do organismo, nem com interação positiva entre espécies. O foco é o acúmulo progressivo de contaminantes ao longo dos níveis tróficos, um fenômeno ecológico bem cobrado em concursos.