Um campo de absorção de um sistema de tratamento de esgoto possui valas de infiltração de 12,5 m. O efluente diário do tanque séptico que conecta a esse campo é de 3000 litros/dia e o coeficiente de infiltração do terreno é de 40 litros/m2 dia. Sabendo-se que a largura da vala é de 1,2 m, o número de valas existentes nesse campo é:
- A)5.
Correta, porque 3000 dividido por 600 resulta em 5 valas.
- B)7.
Errada, pois 7 valas excederiam a capacidade necessária para o efluente informado.
- C)8.
Errada, porque 8 valas também superestimam o dimensionamento do campo.
- D)10.
Errada, já que 10 valas representariam uma folga muito acima do necessário.
- E)13.
Errada, porque 13 valas é muito mais do que o sistema precisa infiltrar diariamente.
Gabarito: A
Em sistemas de esgotamento sanitário com campo de absorção, a lógica é bem direta: o solo precisa conseguir infiltrar o efluente sem sobrecarga. Por isso, a conta começa pela area de cada vala, que aqui e a multiplicacao do comprimento pela largura. Com 12,5 m de comprimento e 1,2 m de largura, cada vala tem 15 m2. Depois entra o coeficiente de infiltração do terreno, que indica quanto o solo consegue receber por metro quadrado por dia. Se o coeficiente e de 40 L/m2.dia, cada vala suporta 15 x 40 = 600 litros por dia. Agora e so comparar com o efluente diario do tanque septico: 3000 litros por dia. Dividindo 3000 por 600, voce chega a 5 valas. Simples assim, sem drama de obra atrasada. Esse tipo de calculo aparece bastante em saneamento basico e dialoga com a Lei 11.445/2007, que trata do saneamento como serviço essencial, mas aqui o que manda mesmo e a conta de dimensionamento do campo de infiltração.