Através do Poço de Visita (PV) se tem acesso às redes de serviços subterrâneos; ele apresenta uma abertura em sua parte superior, destinada à execução de trabalhos de manutenção. De acordo com a NBR 9649 (NB 567), devem ser construídos poços de visita em todos os pontos singulares da rede coletora. Sobre as disposições construtivas, descritas na norma sobre o PV, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Pode ser substituído pelo terminal de limpeza (LP), no início dos coletores.
Certa: a norma admite terminal de limpeza (LP) como substituto do PV no início dos coletores.
- B)Na reunião de mais de dois trechos ao coletor, é obrigatório o seu uso.
Certa: na reunião de mais de dois trechos, o uso do PV é obrigatório.
- C)Seu uso é obrigatório na reunião que exige colocação de tubo de queda.
Certa: quando a reunião exige tubo de queda, o PV deve ser utilizado.
- D)É proibido o seu uso nas extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas.
Errada: não há proibição genérica de PV nessas extremidades; são pontos que exigem solução de acesso e manutenção, não vedação absoluta.
- E)Devem ser construídos nas mudanças de direção, de declividade, na reunião de coletores e onde há degraus.
Certa: PV deve ser construído em mudanças de direção, declividade, reunião de coletores e em locais com degraus.
Gabarito: D
Em redes coletoras de esgoto, o poço de visita (PV) é o ponto de acesso para inspeção, desobstrução e manutenção. A lógica da NBR 9649 é simples: sempre que a rede cria um ponto “chato” para a operação - mudança de direção, mudança de declividade, encontro de trechos, degraus ou dispositivos especiais - você precisa de acesso adequado. É o famoso “se complicou a tubulação, apareceu o PV”. A norma também admite, em certos casos, a substituição do PV por terminal de limpeza (LP) no início dos coletores, porque ali a intervenção é mais simples e o acesso pode ser resolvido com uma solução mais enxuta. Já quando há reunião de mais de dois trechos, quando existe tubo de queda, o PV deixa de ser opcional e passa a ser exigido. O ponto que derruba a questão está na alternativa D: a redação diz que é proibido usar PV nas extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas. Isso contraria a lógica normativa, porque esses locais são justamente pontos singulares da rede, nos quais se exige solução de acesso para operação e manutenção, e não uma proibição genérica. Em outras palavras: a norma não “expulsa” o PV dali; ela trata esses locais como pontos críticos que demandam dispositivo apropriado. Então, a ideia central para prova é esta: PV é regra nos pontos singulares da rede, e a banca gosta de trocar a regra por uma proibição absoluta para confundir você.