Para minimizar os efeitos de cobertura persistente de nuvens em imagens ópticas de satélite, é correto utilizar sensores que operam na faixa espectral
- A)do azul.
Errada, porque o azul faz parte do espectro óptico e é fortemente afetado pela presença de nuvens na imagem.
- B)do vermelho.
Errada, porque o vermelho também é faixa óptica e não resolve a limitação imposta pela cobertura de nuvens.
- C)de micro-ondas.
Certa, pois sensores de micro-ondas conseguem atravessar melhor a cobertura de nuvens e operar mesmo com pouca visibilidade óptica.
- D)do infravermelho próximo.
Errada, porque o infravermelho próximo ainda integra o conjunto de sensores ópticos e sofre com obstruções atmosféricas como as nuvens.
Gabarito: C
Quando a questão fala em nuvens persistentes em imagens ópticas, o problema é que sensores ópticos dependem da luz refletida pela superfície. Se o céu fica encoberto, a “janela” para enxergar o solo se fecha, e a imagem óptica perde qualidade ou nem consegue registrar a área corretamente. Para contornar isso, usa-se uma faixa que atravessa melhor a atmosfera e não depende da luz solar refletida da mesma forma. É aí que entram os sensores de micro-ondas, especialmente os de radar, que conseguem operar mesmo com nuvens, chuva leve e à noite. Em outras palavras: se o clima quer atrapalhar, o micro-ondas costuma dar um jeito de continuar trabalhando. Por isso, o gabarito é a letra C. Em sensoriamento remoto, a grande vantagem das micro-ondas é justamente a maior capacidade de penetração na atmosfera e a independência de iluminação solar, o que reduz muito o impacto da cobertura de nuvens. Esse é um ponto clássico em provas de Meio Ambiente e Geografia. As demais faixas espectrais citadas nas alternativas A, B e D continuam sendo parte do espectro óptico e, portanto, sofrem mais com a obstrução das nuvens. A banca gosta de cobrar essa distinção simples: óptico sofre com nuvem; micro-ondas contorna o problema.