Um projeto de redes com arquitetura de alta disponibilidade é essencial para sistemas de missão crítica. A redundância tanto de ativos de rede, quanto de enlaces e até mesmo de servidores é de extrema importância nesse contexto. Para garantir a efetividade do projeto, a adoção de técnicas de duplicação de gateways pode ser uma abordagem prática em uma arquitetura de rede de alta disponibilidade tolerante a falhas. Em relação aos diferentes tipos de protocolos de gateway redundantes, é INCORRETO afirmar que:
- A)os protocolos CARP, HSRP, HSRP e GLBP são exemplos de protocolos de gateway redundante, que gerenciam um mesmo endereço IP de gateway virtual, distribuído entre um grupo de dispositivos de rede com endereços IP reais diferentes.
Errada, porque repete HSRP e simplifica demais a descrição, embora CARP, HSRP, VRRP e GLBP sejam de fato protocolos de gateway redundante.
- B)o VRRP é um protocolo não proprietário, definido na RFC 3768, que permite que endereços reais e virtuais possam participar efetivamente do mecanismo de redundância.
Certa, porque o VRRP é um protocolo aberto, definido na RFC 3768, e usa IPs reais e virtuais no mecanismo de redundância.
- C)os protocolos Virtual Router Redundancy Protocol (VRRP) e Gateway Load Balancing Protocol (GLBP) conseguem atribuir diferentes endereços de Media Access Control (MAC) para um mesmo endereço IP virtual, garantindo assim a redundância de gateway e o balanceamento de carga.
Certa, porque VRRP e GLBP podem trabalhar com endereços MAC associados ao IP virtual, e o GLBP ainda permite balanceamento de carga.
- D)o GLBP contém dois tipos de gateways ativos, o Active Virtual Gateway (AVG), como também o Active Virtual Forwarder (AVF), de modo que o AVG é o principal do grupo, assim como os AVF são os backups.
Errada, porque o AVG é o gateway virtual ativo do grupo, mas os AVFs não são apenas backups; eles também encaminham tráfego.
- E)as mensagens trocadas entre roteadores pertencentes a um mesmo grupo VRRP são denominadas Link-State Advertisements (LSA), por meio do endereço multicast IPv4 224.0.0.18.
Errada, porque no VRRP as mensagens são anúncios VRRP enviados ao multicast 224.0.0.18, e não LSA, que é termo do OSPF.
Gabarito: E
Quando falamos em gateway redundante, a ideia é simples: se um roteador ou firewall cai, outro assume sem derrubar a rede. Para isso, existem protocolos como HSRP, VRRP, GLBP e CARP, que criam um gateway virtual para os hosts usarem como porta de saída. A graça está em esconder a falha do equipamento real e manter a conectividade quase sem susto. No VRRP, o funcionamento é padronizado e não proprietário. Ele e o GLBP usam a noção de IP virtual, mas cada um tem seu jeito de organizar a redundância e, no caso do GLBP, também o balanceamento de carga. Já o GLBP trabalha com o Active Virtual Gateway (AVG), que coordena o grupo, e os Active Virtual Forwarders (AVF), que fazem o encaminhamento. Aqui não há essa lógica de "LSA", que é termo típico do OSPF, não de gateway redundante. Por isso, a alternativa E está errada: as mensagens entre roteadores VRRP não são chamadas de Link-State Advertisements (LSA). No VRRP, elas são anúncios de publicidade de roteador, enviados para o multicast IPv4 224.0.0.18. Ou seja, o endereço multicast está certo, mas o nome do pacote foi trocado por um termo de outro protocolo. Em prova, vale lembrar: banca adora misturar siglas parecidas e nomes de protocolos diferentes. Se aparecer LSA junto com VRRP, desconfie na hora, porque LSA é linguagem de roteamento por estado de enlace, não de eleição de gateway virtual.