Em suas pesquisas sobre qualidade de serviço, um Analista observou, corretamente, que QoS é uma coleção de tecnologias que permite que aplicativos requisitem e recebam níveis de serviços previsíveis em termos de
- A)conectividade de rede em transmissões multimídia, throughput de dados, taxa de perda de pacotes, sendo que throughput de dados significa variação das diferenças de largura de banda.
Errada, porque mistura conectividade com métricas de QoS e define throughput de forma incorreta, como se fosse variação de largura de banda.
- B)conectividade de rede em transmissões multimídia, throughput de banda e taxa de perda de pacotes, sendo que throughput de banda significa variação das diferenças dos tipos de transmissão.
Errada, pois usa expressões tecnicamente imprecisas como "throughput de banda" e traz uma definição sem sentido para esse termo.
- C)capacidade de banda, jitter e taxa de perda de pacotes, sendo que jitter significa latência máxima durante uma transmissão.
Errada, porque jitter não é latência máxima, e sim variação no atraso das entregas dos pacotes.
- D)capacidade de throughput de dados, jitter e retardo, sendo que jitter significa variação de latência.
Certa, pois relaciona QoS a throughput, jitter e retardo, e define jitter corretamente como variação de latência.
- E)capacidade de banda, jitter e taxa de perda de pacotes, sendo que jitter significa variação de timestamp entre as diferentes larguras de banda.
Errada, porque apresenta uma definição absurda para jitter, associando-o a timestamp e largura de banda, o que não corresponde ao conceito de rede.
Gabarito: D
QoS, ou Quality of Service, é o conjunto de técnicas que tenta fazer a rede “trabalhar com prioridade”, entregando um comportamento mais previsível para aplicações sensíveis, como voz, vídeo e sistemas em tempo real. Em vez de tratar todo tráfego do mesmo jeito, a rede passa a considerar métricas como banda disponível, atraso (delay/latência), jitter e perda de pacotes. O ponto central da questão é que QoS não promete milagre, mas previsibilidade. Para uma videoconferência, por exemplo, não basta ter internet “rápida” no papel: se a latência oscila muito ou os pacotes chegam fora de ordem ou se perdem, a experiência vira aquele clássico caos de áudio picotando e imagem travando. O gabarito é a letra D porque ela traz os elementos mais alinhados com a definição clássica de QoS: throughput de dados, jitter e retardo. Além disso, ela acerta ao definir jitter como variação de latência, que é justamente a ideia cobrada em redes. Em doutrina e materiais técnicos, QoS costuma ser apresentada como mecanismos voltados a controlar banda, atraso, jitter e perdas. As demais alternativas erram ao trocar conceitos de rede por definições confusas ou tecnicamente incorretas, como falar em variação de largura de banda ou em timestamp entre larguras de banda. Em prova FCC, esse tipo de questão costuma cobrar exatamente a tradução correta dos termos técnicos, sem invenção de moda.