Davi é gerente de segurança em uma multinacional e recebeu a demanda de implementar a segurança na rede Wi-Fi de uma das filiais. Ele buscou por um protocolo que conseguisse ter um bom nível de segurança e não consumisse muitos recursos com criptografia. Após alguns estudos, Davi selecionou o WPA2 em virtude de ser um modelo de criptografia mais utilizado em redes sem fio e possuir características voltadas para o uso empresarial e corporativo, além de ter um nível de segurança considerado:
- A)médio, protocolo de criptografia TKIP e método de autenticação PSK;
Errada, porque TKIP é uma tecnologia antiga e menos segura, e o WPA2 não é classificado como nível médio quando se considera seu uso com AES.
- B)alto, protocolo de criptografia AES e método de autenticação PSK;
Certa, pois o WPA2 é associado a segurança alta e usa AES; no modo mais comum de implantação, ele pode operar com PSK.
- C)baixo, protocolo de criptografia RC4 e método de autenticação CRC;
Errada, porque RC4 e CRC não representam a base do WPA2 e indicam soluções fracas ou inadequadas para esse padrão.
- D)altíssimo, protocolo de criptografia AES e método de autenticação SAE;
Errada, porque SAE é mecanismo típico do WPA3, não do WPA2, embora AES seja um algoritmo compatível com WPA2.
- E)baixo, protocolo de criptografia EAP-MD5 e método de autenticação RADIUS.
Errada, porque EAP-MD5 e RADIUS se relacionam com autenticação corporativa, mas a descrição de nível baixo e a associação proposta não correspondem ao WPA2.
Gabarito: B
O WPA2 foi por muito tempo o padrão mais confiável para redes Wi-Fi, especialmente antes da popularização do WPA3. Ele trouxe um salto de segurança em relação ao WPA, principalmente porque passou a usar o algoritmo AES, que é bem mais forte e eficiente que soluções antigas como o TKIP e o RC4. Na prática, isso entrega um bom equilíbrio entre segurança e desempenho, sem pesar tanto no processamento dos equipamentos. Em ambiente corporativo, o WPA2 também pode ser usado em modo Enterprise, com autenticação via 802.1X/RADIUS, mas em redes domésticas e muitas filiais ele costuma aparecer no modo PSK. Por isso, a alternativa B está correta ao associar WPA2 a um nível de segurança alto e ao uso de AES com autenticação PSK no cenário mais comum.