Um intruso atacou os servidores DNS do Ministério Público da União (MPU) enviando centenas de solicitações de DNS para o domínio do MPU, assim como um conjunto de respostas falsificadas para as solicitações fingindo ser um servidor de nomes de nível seguinte e carregando uma suposição diferente para o ID da consulta. O servidor de nomes local armazenou o mapeamento em seu cache. Nesse momento, o invasor passou a atuar como intermediário entre os clientes e o servidor (man-in-the-middle). Após isso, o invasor continuou a atacar não um único site, mas a zona inteira de DNS's. A Divisão de Segurança do MPU iniciou a busca pela solução ao ataque de:
- A)Kaminsky;
Certa, porque descreve o ataque de Kaminsky, que usa respostas DNS forjadas para envenenar o cache e pode atingir a zona inteira.
- B)spoofing de conexão;
Errada, pois spoofing de conexão é um termo genérico e não traduz o ataque específico descrito ao DNS com cache poisoning.
- C)sequestro de conexão;
Errada, porque sequestro de conexão envolve tomada de uma sessão já estabelecida, não a falsificação de respostas DNS para o cache.
- D)envenenamento de ARP;
Errada, pois envenenamento de ARP atua na camada de enlace, afetando resolução de endereço na rede local, e não o DNS.
- E)canal lateral.
Errada, já que canal lateral explora vazamento por tempo, consumo ou ruído, não envio de respostas DNS falsas.
Gabarito: A
O caso descreve um ataque clássico ao DNS em que o invasor manda muitas consultas e, junto, respostas falsas com o ID de consulta esperado, tentando fazer o servidor aceitar uma resposta adulterada antes da resposta verdadeira. Quando isso funciona, o servidor grava a informação errada no cache e passa a entregar esse dado para os clientes, o que é a ideia de envenenamento de cache. O ponto-chave aqui é que o ataque não depende só de “enganar” um usuário isolado, mas de inserir uma resposta forjada no mecanismo de resolução do DNS. Depois disso, qualquer pessoa que consultar aquele nome pode ser redirecionada para o endereço malicioso. É o tipo de golpe que faz o DNS “memorizar” mentira com confiança de servidor sério. Esse cenário é conhecido na literatura de segurança como ataque de Kaminsky, famoso por explorar a fragilidade do cache poisoning em resolvers recursivos. Ele ficou marcante porque mostrou que era possível afetar não apenas um registro específico, mas a zona inteira, ampliando muito o impacto do ataque. Por isso o gabarito é a letra A. As demais alternativas até lembram ataques de rede e interceptação, mas não descrevem o mecanismo central aqui, que é a falsificação de respostas DNS para envenenar o cache do servidor local.