Os endereços IPv4 e o IPv6 não são diretamente compatíveis. Com relação as técnicas de transição de endereçamento utilizadas pelos protocolos que usam tais endereços, analise os itens a seguir I. A técnica da pilha dupla consiste na convivência do IPv4 e do IPv6 de forma nativa e simultânea nos mesmos equipamentos. Essa técnica é a padrão escolhida para a transição para IPv6 na Internet e deve ser usada sempre que possível. II. A técnica de tunelamento permite que diferentes redes IPv4 comuniquem-se através de uma rede IPv6, ou vice-versa. III. A técnica da tradução permite que equipamentos usando IPv6 comuniquem-se com outros que usam IPv4, por meio da conversão dos pacotes. IV. A técnica da substituição permite que equipamentos antigos usando IPv4 comuniquem-se com outros que usam IPv6, por meio da adição de novas interfaces de rede. Está correto, o que se afirma em
- A)I e II, apenas.
Errada, porque o item III também está correto e não pode ser descartado.
- B)II e III, apenas.
Errada, porque o item I também está correto e a lista fica incompleta.
- C)III e IV, apenas.
Errada, porque o item IV está incorreto e não faz parte das técnicas de transição.
- D)I, II e III, apenas.
Certa, porque os itens I, II e III descrevem corretamente as técnicas de pilha dupla, tunelamento e tradução.
- E)I, II e IV, apenas.
Errada, porque o item IV não corresponde a uma técnica válida de transição IPv4/IPv6.
Gabarito: D
Quando se fala em transição entre IPv4 e IPv6, a ideia central é simples: a Internet não trocou de roupa de um dia para o outro. Então, foram criadas técnicas para permitir convivência, passagem e adaptação entre os dois mundos. As três clássicas são: pilha dupla (dual stack), tunelamento e tradução. Na pilha dupla, o mesmo equipamento fala IPv4 e IPv6 ao mesmo tempo, de forma nativa. Isso é exatamente o que o item I descreve, e é por isso que ele está correto: é a estratégia mais aceita e, na prática, a padrão recomendada para a transição quando viável, porque preserva compatibilidade sem “gambiarras” de conversão. O tunelamento, descrito no item II, também está certo: ele permite transportar pacotes de uma rede dentro da outra, como se fosse um envelope dentro de outro envelope. Assim, redes IPv4 podem atravessar uma infraestrutura IPv6, e o inverso também pode ocorrer, dependendo da técnica usada. Já a tradução, no item III, é a técnica que converte pacotes entre IPv4 e IPv6 para que equipamentos de um lado consigam se comunicar com os do outro. Esse é o famoso “traduz aqui pra mim”, bem útil quando não há como manter os dois protocolos em ambos os extremos. O item IV está errado porque não existe essa técnica de “substituição” como forma de transição. Além disso, adicionar novas interfaces de rede não é um conceito técnico de transição IPv4/IPv6; isso não resolve compatibilidade de endereçamento por si só. Portanto, o gabarito D está correto porque apenas I, II e III descrevem corretamente as técnicas de transição.